Pais em rede é um movimento cívico constituído por pais de pessoas com deficiência e por outros cidadãos. Este movimento foi fundado pela escritora Luísa Beltrão, a actual presidente deste movimento, que conta já com instalações em diversas localidades do país e com um site que, entretanto está em remodelação.
Para já a minha contribuição é divulgar a existência de pais em rede.
É fundamental haver estes movimentos, oriundos da sociedade civil, para sensibilizarem, ajudarem e tentarem alterar o rumo dos acontecimentos relativamente às pessoas com deficiência, sobretudo crianças e jovens.
À semelhança de outros cidadãos com fragilidades ou em estado de pobreza, também as pessoas com deficiência devem ser apoiadas na nossa sociedade e não é por caridade ou por pena, é que eles são seres humanos, logo merecem a dignidade a que têm direito nos domínios da educação, saúde, mobilidade, interacção social na cultura e acesso ao emprego.
Muitas pessoas com deficiências físicas, sensoriais e por vezes até psíquicas podem ter uma vida praticamente normal na idade adulta, porém isso depende daquilo que fizermos por elas quando elas são crianças e jovens e do civismo que a sociedade tiver, por exemplo nas questões da mobilidade, acessibilidade e do emprego.
Um cego, pessoa em cadeira de rodas, surdo, etc. pode perfeitamente viver num apartamento, ter um emprego onde é autónomo e participar na sociedade, no entanto, os, postes, posteletes, etc no meio do passeio, os preconceitos no local de trabalho e o não se valorizar o que eles fazem e pensam, fará com que, por vezes, se estejam a desperdiçar talentos e projectos viáveis para a sociedade, economia, cultura, etc. o que para mim é um crime horrendo proóprio de tempos que já lá vão.
Não se deve esquecer que ao ignorar, dificultar ou até gozar uma pessoa com deficiência, se está a fazer aquilo que, a qualquer momento se pode fazer a essas pessoas que o fazem, pois todos nós somos candidatos a deficientes e, se esse dia chegar, depois ninguém gostará de ser rejeitado, humilhado e colocado à margem da sociedade.
No futuro, sobreviverão não os mais fortes ou os mais competitivos como defendem alguns cientistas e sobretudo os economistas, mas sobreviverão aqueles que forem solidários, respeitadores da natureza e do ser humano.
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
Dia Histórico
Sei que não o tema mais importante nos tempos de crise económica e social, mas não deixa de ser um tema pertinente.
Foi aprovado hoje na Assembleia da República, a Lei que possibilita o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Eu julgo que foi um grande passo, pois não podemos discriminar uma parte da sociedade portuguesa, só porque pensa diferente, age de forma diferente e vive de outro modo. Temos de respeitar as minorias; temos de deixar o conservadorismo, temos de deixar de marginalizar as minorias, sejam elas quais forem.
O casamento não é mais do que um contrato que pode ser quebrado a qualquer momento. Para muitos esta lei é injusta, porque vulgariza algo que é sagrado. Ora, pura mentira, na medida em que se fala do casamento civil. O Estado não tem que ser confessional, nem pode impedir ninguém de viver com quem quer, onde quer e como quer, restringindo assim os direitos das pessoas.
Quanto aos conservadores que me desculpem, mas é por Portugal ter vivido sempre baseado em princípios pseudo-conservadores, retrógrados e antiquados é que temos imensas pessoas revoltadas, pois os princípios ditos conservadores apenas servem para causar sofrimento a milhões de seres humanos, sobretudo àqueles que pertencem a minorias como é o caso dos homossexuais, pessoas com deficiência, pessoas de raças diferentes, etc.
Lamento até que pessoas que se dizem religiosas, sejam elas católicas, protestantes, muçulmanas ou judeus se enquadrem em grupos de pessoas intolerantes e que mais não estão do que a rejeitar seres humanos, pessoas que são seus irmãos, filhos de Deus e habitantes da mesma mãe, a natureza. Eu próprio pertenço a uma minoria e sempre fui penalizado por isso, incluindo até por muito boa gente da região onde nasci, perto da qual resido e trabalho neste momento. Lamento que em Portugal se tenham de engolir muitos "sapos vivos" por causa dos preconceitos que persistem na mente de muitas pessoas e não é só de agricultores ou operários, também pessoas que deveriam ter outra forma de pensar como advogados, enfermeiros, professores, etc. Não tolero pessoas fundamentalistas, que julgam ser juízes de tudo e de todos e ainda mais abomino pessoas racistas e amigas da discriminação.
Todo o ser humano tem direito a ser feliz e, se errar, ele próprio será responsável por isso, mas nunca o deveremos impedir de nada, apenas se ele infringir as normas sociais, a lei ou a ética profissional ou social.
deveriam ser mais tolerantes e aceitar benignamente a evolução para que quem por qualquer razão pertence a uma minoria não tenha de ser permanentemente estigmatizado, lutando todos os dias pela sua dignidade enquanto pessoa humana. ABAIXO A INDIFERENÇA, O PRECONCEITO E A INJUSTIÇA, VIVA A TOLERÂNCIA E O PROGRESSO SOCIAL.
Foi aprovado hoje na Assembleia da República, a Lei que possibilita o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Eu julgo que foi um grande passo, pois não podemos discriminar uma parte da sociedade portuguesa, só porque pensa diferente, age de forma diferente e vive de outro modo. Temos de respeitar as minorias; temos de deixar o conservadorismo, temos de deixar de marginalizar as minorias, sejam elas quais forem.
O casamento não é mais do que um contrato que pode ser quebrado a qualquer momento. Para muitos esta lei é injusta, porque vulgariza algo que é sagrado. Ora, pura mentira, na medida em que se fala do casamento civil. O Estado não tem que ser confessional, nem pode impedir ninguém de viver com quem quer, onde quer e como quer, restringindo assim os direitos das pessoas.
Quanto aos conservadores que me desculpem, mas é por Portugal ter vivido sempre baseado em princípios pseudo-conservadores, retrógrados e antiquados é que temos imensas pessoas revoltadas, pois os princípios ditos conservadores apenas servem para causar sofrimento a milhões de seres humanos, sobretudo àqueles que pertencem a minorias como é o caso dos homossexuais, pessoas com deficiência, pessoas de raças diferentes, etc.
Lamento até que pessoas que se dizem religiosas, sejam elas católicas, protestantes, muçulmanas ou judeus se enquadrem em grupos de pessoas intolerantes e que mais não estão do que a rejeitar seres humanos, pessoas que são seus irmãos, filhos de Deus e habitantes da mesma mãe, a natureza. Eu próprio pertenço a uma minoria e sempre fui penalizado por isso, incluindo até por muito boa gente da região onde nasci, perto da qual resido e trabalho neste momento. Lamento que em Portugal se tenham de engolir muitos "sapos vivos" por causa dos preconceitos que persistem na mente de muitas pessoas e não é só de agricultores ou operários, também pessoas que deveriam ter outra forma de pensar como advogados, enfermeiros, professores, etc. Não tolero pessoas fundamentalistas, que julgam ser juízes de tudo e de todos e ainda mais abomino pessoas racistas e amigas da discriminação.
Todo o ser humano tem direito a ser feliz e, se errar, ele próprio será responsável por isso, mas nunca o deveremos impedir de nada, apenas se ele infringir as normas sociais, a lei ou a ética profissional ou social.
deveriam ser mais tolerantes e aceitar benignamente a evolução para que quem por qualquer razão pertence a uma minoria não tenha de ser permanentemente estigmatizado, lutando todos os dias pela sua dignidade enquanto pessoa humana. ABAIXO A INDIFERENÇA, O PRECONCEITO E A INJUSTIÇA, VIVA A TOLERÂNCIA E O PROGRESSO SOCIAL.
sábado, 26 de dezembro de 2009
2010
Depois de um Natal que para muitos portugueses foi triste e atribulado, eis que está a bater à porta mais um ano - 2010.
Para mim, o ano que agora termina, 2009, foi globalmente positivo, consegui realizar os meus principais projectos não só a nível literário, mas também na profissão que exerço.
Em 2010, espero manter a saúde e a vida. Em termos profissionais, já seria muito bom se tudo se mantivesse mais ou menos como está neste momento. Do ponto de vista literário, o ano que aí vem, poderá ser melhor que o actual, na medida em que, já no início, até Março, na pior das hipóteses irei lançar o meu próximo livro, um romance intitulado O Pinhal , esperando conseguirando ainda publicar antes do final do ano o meu próximo romance.
A todos os leitores ocasionais ou não deste blog, desejo um feliz 2010 com a realização dos desejos que mais ambiciona e muita saúde, trabalho e alegria.
Para mim, o ano que agora termina, 2009, foi globalmente positivo, consegui realizar os meus principais projectos não só a nível literário, mas também na profissão que exerço.
Em 2010, espero manter a saúde e a vida. Em termos profissionais, já seria muito bom se tudo se mantivesse mais ou menos como está neste momento. Do ponto de vista literário, o ano que aí vem, poderá ser melhor que o actual, na medida em que, já no início, até Março, na pior das hipóteses irei lançar o meu próximo livro, um romance intitulado O Pinhal , esperando conseguirando ainda publicar antes do final do ano o meu próximo romance.
A todos os leitores ocasionais ou não deste blog, desejo um feliz 2010 com a realização dos desejos que mais ambiciona e muita saúde, trabalho e alegria.
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
A mentira da educação
Peço desculpa às pessoas mais sensíveis a este tema, mas quando eu disse o que disse sobre a educação não foi de ânimo leve, até porque eu tenho estado ligado ao ensino nos últimos anos e não ganho nada em condenar a educação em Portugal. Também não quis dizer que em Portugal todas as crianças ou jovens são maus, aliás neste ano lectivo estou a leccionar várias turmas e à excepção de uma, não considero os meus alunos maleducados, sinto-me portanto um privilegiado, neste momento, em relação a colegas meus.
Acho é inadmissível que se queira desculpabilizar sempre os alunos, pelo seu mau comportamento e/ou falta de aproveitamento, culpando em simultâneo os professores por tudo e por nada, culpabilização essa que por vezes surge da parte dos responsáveis pela educação e até por parte de alguns professores. E qual o castigo para os docentes? A avaliação e o estatuto, para já não falar dos horários de trabalho.
Depois ainda têm surgido economistas, deputados, jornalistas, governantes etc. a criticar ferozmente os docentes, até porque isso, tem estado na moda e é muito popular. Qualquer dia nem sei quem quer ser professor em Portugal, uma vez que já pouco falta para os docentes serem vistos como bandidos.
Com tudo o que se tem dito dos docentes portugueses, até parece que os professores portugueses são os piores do mundo, sendo por conseguinte os culpados da baixa qualificação da generalidade dos portugueses e já agora da crise económica e orçamental que o país tem estado a passar. Esquecem que o pouco interesse das crianças, jovens e adultos pela escola não passa de uma questão cultural. Esquecem que se não houvesse professores ninguém saberia ler, escrever, contar, pensar, etc. Os senhores que criticam odiosamente os docentes esquecem que se não fossem eles, os professores piores do mundo, segundo alguns "os inúteis mais bem pagos do país"; "aqueles que são privilegiados"; os que têm cinco meses de férias", esses senhores críticos não seriam políticos, empresários, economistas, jornalistas, escritores, etc.
Alguém pode considerar privilégio uma docente mãe ser penalizada na carreira por ter filhos ou por ficar em casa a cuidar das doenças dos filhos? Alguém pode atrever-se a considerar privilégio um professor ser penalizado por ter faltado quatro ou cinco dias devido ao luto por um familiar directo? Alguém pode considerar privilégio um professor ter de passar doze e treze horas numa escola em vez de estar algum desse tempo em casa a preparar as aulas e os testes? Só quem não goza de bomsenso não me pode dar razão.
Por causa dos docentes serem tratados como são é que muitos têm abandonado o ensino. Só na escola onde lecciono actualmente, em espaço de um ano foram três jovens professoras contratadas que abandonaram o ensino com grande prejuízo para os alunos. Aquelas três docentes eram pessoas muito educadas não estando, por isso, para se submeter à indisciplina intolerável dos seus alunos. Dá que pensar, sobretudo numa época de crise e com tanto desemprego.
Muitos perguntarão legitimamente: então e o que propõe?
Sem prometer resolver tudo, haveria muitas medidas que poderiam melhorar a qualidade do ensino:
1. A redução do horário dos alunos, sobretudo no terceiro ciclo, para que eles tivessem mais tempo livre até para se poderem dedicar às disciplinas mais importantes, praticar desporto, libertando assim energias que estão acumuladas e, que muitas vezes são gastas dentro da sala de aula.
2. Punir os alunos que não cumpram sistematicamente as regras das escolas, das salas de aula ou que desrespeitem os professores, forçando-os a prestar trabalho comunitário - de acordo com as suas possibilidades físicas e idade - em instituições de solidariedade social que apoiem crianças, idosos, deficientes e pessoas desfavorecidas.
3. Os pais devem prestar mais atenção ao percurso escolar dos seus filhos, ouvindo os professores (directores de turma) e, revistando mochilas, vigiando as imediações das escolas para saber o que se passa junto às escolas, etc.
4. Aos políticos, psicólogos, sociólogos, comentadores, escritores, etc. que vêm para a televisão, rádio, internet e jornais dar a sua opinião, muitas vezes infundada sobre a escola, defendendo os alunos e denegrindo os professore, peço-lhes encarecidamente que reflictam na sociedade que estão a criar. É que um dia destes são as crianças e os jovens que mandam em todos nós e quando isso acontecer é que todos irão ver a crueldade, agressividade e a falta de valores que muitos adolescentes e jovens têm.
É evidente que os pais em casa e os professores na escola é que mandam, independentemente de ser bem ou mal, por isso, há que reforçar a autoridade dos professores na escola e melhorar a imagem do docente na sociedade, tão posta em causa nos últimos anos e, que está a levar ao abandono da profissão por parte de milhares de profissionais experientes e dedicados.
Peço desculpa aos adolescentes e jovens que ainda são íntegros, alguns dos quais são ou foram meus alunos, mas a impunidade para com aqueles que não cumprem as regras de convivência social, escolar ou familiar não pode continuar eternamente, porque caso não não se haja um dia destes teremos a barbárie, a desumanidade, a lei do mais forte. Tem de haver justiça. É verdade que todos têm direito a uma oportunidade, contudo se em vez de a aproveitarem a rejeitarem, poderão não ter direito a uma segunda.
Acho é inadmissível que se queira desculpabilizar sempre os alunos, pelo seu mau comportamento e/ou falta de aproveitamento, culpando em simultâneo os professores por tudo e por nada, culpabilização essa que por vezes surge da parte dos responsáveis pela educação e até por parte de alguns professores. E qual o castigo para os docentes? A avaliação e o estatuto, para já não falar dos horários de trabalho.
Depois ainda têm surgido economistas, deputados, jornalistas, governantes etc. a criticar ferozmente os docentes, até porque isso, tem estado na moda e é muito popular. Qualquer dia nem sei quem quer ser professor em Portugal, uma vez que já pouco falta para os docentes serem vistos como bandidos.
Com tudo o que se tem dito dos docentes portugueses, até parece que os professores portugueses são os piores do mundo, sendo por conseguinte os culpados da baixa qualificação da generalidade dos portugueses e já agora da crise económica e orçamental que o país tem estado a passar. Esquecem que o pouco interesse das crianças, jovens e adultos pela escola não passa de uma questão cultural. Esquecem que se não houvesse professores ninguém saberia ler, escrever, contar, pensar, etc. Os senhores que criticam odiosamente os docentes esquecem que se não fossem eles, os professores piores do mundo, segundo alguns "os inúteis mais bem pagos do país"; "aqueles que são privilegiados"; os que têm cinco meses de férias", esses senhores críticos não seriam políticos, empresários, economistas, jornalistas, escritores, etc.
Alguém pode considerar privilégio uma docente mãe ser penalizada na carreira por ter filhos ou por ficar em casa a cuidar das doenças dos filhos? Alguém pode atrever-se a considerar privilégio um professor ser penalizado por ter faltado quatro ou cinco dias devido ao luto por um familiar directo? Alguém pode considerar privilégio um professor ter de passar doze e treze horas numa escola em vez de estar algum desse tempo em casa a preparar as aulas e os testes? Só quem não goza de bomsenso não me pode dar razão.
Por causa dos docentes serem tratados como são é que muitos têm abandonado o ensino. Só na escola onde lecciono actualmente, em espaço de um ano foram três jovens professoras contratadas que abandonaram o ensino com grande prejuízo para os alunos. Aquelas três docentes eram pessoas muito educadas não estando, por isso, para se submeter à indisciplina intolerável dos seus alunos. Dá que pensar, sobretudo numa época de crise e com tanto desemprego.
Muitos perguntarão legitimamente: então e o que propõe?
Sem prometer resolver tudo, haveria muitas medidas que poderiam melhorar a qualidade do ensino:
1. A redução do horário dos alunos, sobretudo no terceiro ciclo, para que eles tivessem mais tempo livre até para se poderem dedicar às disciplinas mais importantes, praticar desporto, libertando assim energias que estão acumuladas e, que muitas vezes são gastas dentro da sala de aula.
2. Punir os alunos que não cumpram sistematicamente as regras das escolas, das salas de aula ou que desrespeitem os professores, forçando-os a prestar trabalho comunitário - de acordo com as suas possibilidades físicas e idade - em instituições de solidariedade social que apoiem crianças, idosos, deficientes e pessoas desfavorecidas.
3. Os pais devem prestar mais atenção ao percurso escolar dos seus filhos, ouvindo os professores (directores de turma) e, revistando mochilas, vigiando as imediações das escolas para saber o que se passa junto às escolas, etc.
4. Aos políticos, psicólogos, sociólogos, comentadores, escritores, etc. que vêm para a televisão, rádio, internet e jornais dar a sua opinião, muitas vezes infundada sobre a escola, defendendo os alunos e denegrindo os professore, peço-lhes encarecidamente que reflictam na sociedade que estão a criar. É que um dia destes são as crianças e os jovens que mandam em todos nós e quando isso acontecer é que todos irão ver a crueldade, agressividade e a falta de valores que muitos adolescentes e jovens têm.
É evidente que os pais em casa e os professores na escola é que mandam, independentemente de ser bem ou mal, por isso, há que reforçar a autoridade dos professores na escola e melhorar a imagem do docente na sociedade, tão posta em causa nos últimos anos e, que está a levar ao abandono da profissão por parte de milhares de profissionais experientes e dedicados.
Peço desculpa aos adolescentes e jovens que ainda são íntegros, alguns dos quais são ou foram meus alunos, mas a impunidade para com aqueles que não cumprem as regras de convivência social, escolar ou familiar não pode continuar eternamente, porque caso não não se haja um dia destes teremos a barbárie, a desumanidade, a lei do mais forte. Tem de haver justiça. É verdade que todos têm direito a uma oportunidade, contudo se em vez de a aproveitarem a rejeitarem, poderão não ter direito a uma segunda.
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A mentira da educação
A mentira da educação
Pode parecer populismo, insensatez ou indelicadeza da minha parte, mas não é, na medida em que o que se passa actualmente nas escolas e universidades portuguesas é muito grave e, se nada se fizer, poderá tornar-se insuportável.
Recentemente, o Dr. Medina Carreira disse durante uma turtúlia que decorreu no casino da Figueira da Foz que a educação em Portugal é uma mentira. Eu não sou um fervoroso adepto de tudo o que diz o Dr. Medina Carreira, mas não deixo de lhe dar razão em muitos aspectos, julgo até que ele é dos únicos pensadores portugueses.
Portugal tem um grande défice de literacia, tendo também elevados níveis de abandono e insucesso escolar.
No entanto, o que eu ouço da boca dos governantes,pedagogos, confederação de pais, etc é: computadores magalhães, avaliação de professores, quadros interactivos, evitar as reprovações, etc. isto é, um ensino facilitista para os alunos, mas dificílimo para quem é professor ou funcionário de uma escola.
De facto, ninguém fala na indisciplina, este sim o grande problema das escolas, tal como eu já digo no meu livro - Os doze rapazes.
Enquanto não se assumir este problema e não se fizer nada para o combater, tudo irá piorar. Ptaticamente todos os professores do ensino básico têm indisciplina, só que muitos não o assumem e outros dizem que com eles os alunos portam-se bem. Estamos numa época em que existe falta de valores e, para agravar ainda vêm os governantes, adjuvantes govenramentais e pedagogos falar nos direitos dos alunos e dos jovens, o que faz com que muitos deles, com poucos valores e até mal-formados e mal-educados não respeitem os docentes nas escolas e se limitem a ridicularizar sempre que vêem uma pessoa com deficiência, um idoso ou alguém diferente.
A educação e a transmissão de valores deve ser dada em primeiro lugar pelas famílias, uma vez que os docentes são profissionais de ensino, não podendo. por isso, substituir os pais, avós etc.
Além disso, não é fechar os alunos sete e oito horas dentro de uma sala de aula que resolve, isso é populismo para tentar obtrer votos, pois isso serve apenas para demonstrar aos pais que os seus filhos estão ocupados. Os jovens e as crianças também precisam de correr, falar, brncar, conviver, etc e se não lhe dão essa oportunidade nos momentos e locais certos - mesmo nas escolas - recreio, salss de convívio, etc. tentarão fazê-lo nas aulas, porque estão numa idade em que eles precisam de libertar energias.
A primeira função da escola é a aprendizagem de conteúdos de vária ordem, devendo ainda ser um lugar de alegria, de cultura e de respeito e não um lugar onde impera a indisciplina, onde os pais e governantes e a sociedade em geral depositam as crianças e os jovens, desresponsabilizando-se deles e forçando os educadores, docentes e funcionários de acção educativa a desempenharem o papel de pais, psicólogos, assistentes sociais, polícias, juízes, etc. Já quase ninguém fala em aprender, em formar bons cidadãos, com conhecimentos em todas as áreas, interessa é ocupar o tempo das crianças e dos jovens e contribuir para as boas estatísticas aprovando todos os alunos, independentemente deles terem adquirido muitos, poucos ou nenhuns conhecimentos.
Recentemente, o Dr. Medina Carreira disse durante uma turtúlia que decorreu no casino da Figueira da Foz que a educação em Portugal é uma mentira. Eu não sou um fervoroso adepto de tudo o que diz o Dr. Medina Carreira, mas não deixo de lhe dar razão em muitos aspectos, julgo até que ele é dos únicos pensadores portugueses.
Portugal tem um grande défice de literacia, tendo também elevados níveis de abandono e insucesso escolar.
No entanto, o que eu ouço da boca dos governantes,pedagogos, confederação de pais, etc é: computadores magalhães, avaliação de professores, quadros interactivos, evitar as reprovações, etc. isto é, um ensino facilitista para os alunos, mas dificílimo para quem é professor ou funcionário de uma escola.
De facto, ninguém fala na indisciplina, este sim o grande problema das escolas, tal como eu já digo no meu livro - Os doze rapazes.
Enquanto não se assumir este problema e não se fizer nada para o combater, tudo irá piorar. Ptaticamente todos os professores do ensino básico têm indisciplina, só que muitos não o assumem e outros dizem que com eles os alunos portam-se bem. Estamos numa época em que existe falta de valores e, para agravar ainda vêm os governantes, adjuvantes govenramentais e pedagogos falar nos direitos dos alunos e dos jovens, o que faz com que muitos deles, com poucos valores e até mal-formados e mal-educados não respeitem os docentes nas escolas e se limitem a ridicularizar sempre que vêem uma pessoa com deficiência, um idoso ou alguém diferente.
A educação e a transmissão de valores deve ser dada em primeiro lugar pelas famílias, uma vez que os docentes são profissionais de ensino, não podendo. por isso, substituir os pais, avós etc.
Além disso, não é fechar os alunos sete e oito horas dentro de uma sala de aula que resolve, isso é populismo para tentar obtrer votos, pois isso serve apenas para demonstrar aos pais que os seus filhos estão ocupados. Os jovens e as crianças também precisam de correr, falar, brncar, conviver, etc e se não lhe dão essa oportunidade nos momentos e locais certos - mesmo nas escolas - recreio, salss de convívio, etc. tentarão fazê-lo nas aulas, porque estão numa idade em que eles precisam de libertar energias.
A primeira função da escola é a aprendizagem de conteúdos de vária ordem, devendo ainda ser um lugar de alegria, de cultura e de respeito e não um lugar onde impera a indisciplina, onde os pais e governantes e a sociedade em geral depositam as crianças e os jovens, desresponsabilizando-se deles e forçando os educadores, docentes e funcionários de acção educativa a desempenharem o papel de pais, psicólogos, assistentes sociais, polícias, juízes, etc. Já quase ninguém fala em aprender, em formar bons cidadãos, com conhecimentos em todas as áreas, interessa é ocupar o tempo das crianças e dos jovens e contribuir para as boas estatísticas aprovando todos os alunos, independentemente deles terem adquirido muitos, poucos ou nenhuns conhecimentos.
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A mentira da educação
domingo, 8 de novembro de 2009
Os meus livros
Uma vez que sou autor de três pequenos livros, mas praticamente muitas pessoas o desconhecem e tendo em conta que nem todas as livrarias do país possuem os meus livros, decidi, novamente, falar das minhas obras já publicadas.
A vida e os horizontes da mudança - livro com treze contos, cujas temáticas sâo: a natureza, a busca do bem-estar, as viagens, entre outras.
Os doze rapazes - até agora a minha obra mais lida. Trata-se de uma novela que fala de um professor que sofreu por causa de ir trabalhar para longe, tendo sido posteriormente incompreendido pelo presidente do conselho executivo e pela população, para além da indisciplina dos alunos. É uma novela que serve de reflexão sobre a escola actual em Portugal, a indisciplina, as perseguições, a avaliação, o horário dos professores, isto é, uma história que nos pode ajudar a perceber se vale ou ñão a pena ser docente em Portugal. É pura ficção, mas até parece verdade.
Henrique Bexiga e outros contos - é um livro com sete contos, os quais se debruçam essencialmente sobre a temática do abuso de poder, aflorando ainda temas como o desemprego e o sobreendividamento.
Todos estes livros estão à venda na livraria Leitura no Porto e em Viseu, livraria Americana em Leiria e Marinha Grande, Livraria Portugal em Lisboa (Rua do Carmo), Livraria Apolo70 no Campo Pequeno em Lisboa, Livraria Infante no Marina Shopping (Funchal), entre outras livrarias que vendem um, dois ou os três livros, que estão tamhbém à venda no site da editora ecopy para todo o mundo:
http://ecopy.maclafa.pt e pelo e-mail edicoes.ecopy@macalfa.pt
Também tenho alguns exemplares disponíveis para venda, passo factura dos exemplares vendidos.
Em 2010 irá sair o meu primeiro romance, a data exacta e a sessão de lançamento serão oportunamente anunciadas. Ainda em 2010 espero que saia o meu segundo romance.
A vida e os horizontes da mudança - livro com treze contos, cujas temáticas sâo: a natureza, a busca do bem-estar, as viagens, entre outras.
Os doze rapazes - até agora a minha obra mais lida. Trata-se de uma novela que fala de um professor que sofreu por causa de ir trabalhar para longe, tendo sido posteriormente incompreendido pelo presidente do conselho executivo e pela população, para além da indisciplina dos alunos. É uma novela que serve de reflexão sobre a escola actual em Portugal, a indisciplina, as perseguições, a avaliação, o horário dos professores, isto é, uma história que nos pode ajudar a perceber se vale ou ñão a pena ser docente em Portugal. É pura ficção, mas até parece verdade.
Henrique Bexiga e outros contos - é um livro com sete contos, os quais se debruçam essencialmente sobre a temática do abuso de poder, aflorando ainda temas como o desemprego e o sobreendividamento.
Todos estes livros estão à venda na livraria Leitura no Porto e em Viseu, livraria Americana em Leiria e Marinha Grande, Livraria Portugal em Lisboa (Rua do Carmo), Livraria Apolo70 no Campo Pequeno em Lisboa, Livraria Infante no Marina Shopping (Funchal), entre outras livrarias que vendem um, dois ou os três livros, que estão tamhbém à venda no site da editora ecopy para todo o mundo:
http://ecopy.maclafa.pt e pelo e-mail edicoes.ecopy@macalfa.pt
Também tenho alguns exemplares disponíveis para venda, passo factura dos exemplares vendidos.
Em 2010 irá sair o meu primeiro romance, a data exacta e a sessão de lançamento serão oportunamente anunciadas. Ainda em 2010 espero que saia o meu segundo romance.
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
Compre o que é nosso
Numa altura de crise em que as falências e o desemprego são notícia obrigatória nos meios de comunicação social e no dia-a-dia das conversas de café ou de rua, o melhor que se poderá pedir a todos os portugueses é mais um esforço. - Compre o que é nosso.
Em Portugal produz-se calçado de qualidade, têxteis, vinho, azeite, fruta legumes e mesmo alguma tecnologia, então porque não adquirir o que pertence a todos nós, pelo menos é propriedade de empresários portugueses, produzido por trabalhadores portugueses, transportado e vendido por portugueses.
Se produzimos bens ou serviços, incluindo o turismo, de qualidade, porque não os consumimos nós, ainda que isso implique mais alguns euros de gasto ao fim do ano.
Pessoalmente, nada tenho contra aos produtos estrangeiros, aliás até consumo alguns, mas se houver opção de escolha, sendo a qualidade igual e não diferindo muito no preço, prefiro comprar o que é nosso. É que ao comprarmos o que é de outros países estamos a enriquecer esses países e a empobrecer Portugal, porque é dinheiro que sai de cá e estamos a contribuir para o aumento do desemprego e do encerramento das poucas empresas que temos.
A exportação é importante, mas não resolve os nossos problemas todos, além disso se a Alemanha, Inglaterra, Espanha, China, Índia, etc. inundam o nosso mercado com os produtos deles, tendo por objectivo vender o máximo em Portugal. Eu não acredito que eles nos queiram ajudar, comprando o que é nosso, andamos sim é a trabalhar para o bem deles.
Qualquer código de barras, cujos três últimos dígitos são o 560, é produto nacional, por isso, devemos dar-lhe prioridade na compra, ainda mais agora que se aproxima o Natal e o fim do ano.
Em Portugal produz-se calçado de qualidade, têxteis, vinho, azeite, fruta legumes e mesmo alguma tecnologia, então porque não adquirir o que pertence a todos nós, pelo menos é propriedade de empresários portugueses, produzido por trabalhadores portugueses, transportado e vendido por portugueses.
Se produzimos bens ou serviços, incluindo o turismo, de qualidade, porque não os consumimos nós, ainda que isso implique mais alguns euros de gasto ao fim do ano.
Pessoalmente, nada tenho contra aos produtos estrangeiros, aliás até consumo alguns, mas se houver opção de escolha, sendo a qualidade igual e não diferindo muito no preço, prefiro comprar o que é nosso. É que ao comprarmos o que é de outros países estamos a enriquecer esses países e a empobrecer Portugal, porque é dinheiro que sai de cá e estamos a contribuir para o aumento do desemprego e do encerramento das poucas empresas que temos.
A exportação é importante, mas não resolve os nossos problemas todos, além disso se a Alemanha, Inglaterra, Espanha, China, Índia, etc. inundam o nosso mercado com os produtos deles, tendo por objectivo vender o máximo em Portugal. Eu não acredito que eles nos queiram ajudar, comprando o que é nosso, andamos sim é a trabalhar para o bem deles.
Qualquer código de barras, cujos três últimos dígitos são o 560, é produto nacional, por isso, devemos dar-lhe prioridade na compra, ainda mais agora que se aproxima o Natal e o fim do ano.
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