segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Mamma Mia!
Mamma Mia é o título de um filme, actualmente nas salas de cinema portuguesas e que tem feito enorme sucesso não só em Portugal, mas por todo o mundo.
Para mim este filme valeu sobretudo pelo cenário e pela banda sonora, toda ela constituída por músicas dos suecos Abba.
Ainda hoje as músicas dos Abba gozam de enorme popularidade. Desde que este grupo ganhou o eurofestival 1974 para o seu país, a Suécia que este grupo se imortalizou. Os seus discos tiveram tanto êxito que na segunda metade dos anos setenta os discos desta banda contribuíram decisivamente para as exportações deste país.
Era uma música melodiosa e harmoniosa da qual todos gostavam, mesmo quem não sabia nada de inglês. As letras focavam conteúdos relacionados com a amizade, amor, alegria, etc. Velhos tempos que eu vivi ainda em criança. Nesse tempo ainda se podia ter alguma esperança no futuro. Na altura ainda se pensava nas pessoas enquanto seres humanos e na sua qualidade de vida e não apenas no trabalho sem contrapartidas,no dinheiro, no sucesso e na imagem como acontece actualmente.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Segurançअ Social

Nos últimos tempos têm-se falado que o fundo de estabilização financeira da segurança social perdeu, nos primeiros nove meses de 2008 3,14% do seu valor, 267 milhões de euros.
é caso para perguntar o que se está a fazer com o dinheiro que os trabalhadores e as entidades empregadoras estão a descontar para a segurança social.
Numa altura em que se tem estado a retirar benefícios sociais e a aumentar a segurança social com o argumento que é para salvar a segurança social da ruptura não prercebo por que motivo o governo investe nos mercados de acções, sabendo todos nós que estes são muito vulneráveis, sobretudo nos tempos que correm. Investir esse dinheiro sim, mas em poupanças mais seguras que não ponham em risco o dinheiro dos trabalhadores.
Mis uma vez o PS está a imitar o PSD, invistindo o dinheiro da segurança social na bolsa. Só que o PSD quer privatizar a segurança social, obrigando os trabalhadores a descontar trinta por cento para investir na bolsa. No entanto, para nós isso é normal, na medida em que o PSD possui uma filosofia neoliberal que está agora a cair por terra, é por isso, que os membros do PSD defendem a privatização de tudo, isto é, o desmantelamento do Estado social, ficando este apenas com a gestão das questões de soberania como a segurança, a defesa, a justiça e a diploacia.

domingo, 19 de outubro de 2008

As pessoas com deficiência em Portugal ainda têm algumas dificuldades de integração devido a barreiras arquitectónicas, à falta de ajudas técnicas em número suficiente para todos e à discriminação que muitos ainda sofrem no local de trabalho ou nas comunidades onde vivem, por vezes são rejeitados pelas pessoas da terra onde nasceram e pela própria família. Além disso têm despesas adicionais com a sua deficiência, devido ao elevado custo de cadeiras de rodas, canadianas, aparelhos auditivos, bengalas para cegos, óculos graduados, etc. etc. Por conseguinte. foi de mau tom o aumento do IRS para as pessoas com deficiência que o governo decretou a partir de 2006 e que ao contrário do que se diz nos órgãos de comunicação social não irá baixar em 2009, aconselho as pessoas a lerem o manifesto do movimento dos trabalhadores com deficiência que está algures na Internet e cujo nome do site não me recordo, pedindo por isso, as minhas desculpas.

sábado, 18 de outubro de 2008

Protesto

Na entrada anterior em que falei do casamento dos homossexuais, parece ter causado alguma polémica. Um senhor que se identificou por Paulo, poderia ser o Manuel, protestou dizendo que o casamento é um sacramento logo sagrado e abençoado por Deus.
Ora eu não falei do casamento de homossexuais enquanto sacramento religioso, apenas como um contrato.
Para que não pense que eu sou um ateu e revolucionário no sentido de fazer uma guerra, tenho a dizer que tive uma educação cristã e que continuo a acreditar em Deus. Até aos vinte e cinco anos ia à missa quase todos os domingos, cheguei a ser aspirante a padre e fui catequista. Afastei-me, porque vi muita hipocrisia à minha volta.
Pelo facto de eu ter uma deficiência visual, fui posto de lado em muitos lado, incluindo na igreja onde nem me deixaram ser escuteiro, ora uma pesoa doente ou deficiente nunca pode ser posta de lado, muito menos na igrja que diz ser de Deus..
às vezes ainda vou à igreja sozinho e em silêncio rezar e reflectir no real sentido da vida e foi por isso que eu também decidi começar a escrever livros e blogs. Aliás a minha escrita reflecte a minha religiosidade e o sentido da vida humana, além de ser uma reflexão sobre a injustiça que paira sobre o mundo. Apesar de eu dificilmente vir a ter mérito em Portugal, dado que a comunicação social só considera quem quer, acredito que a médio prazo, irei escrever coisas que irão chamar À atenção e talvez indignar muita gente.
O que eu não posso ver é cenas como a que vi recentemente numa cidade portuguesa em que um deficiente físico, provavelmente sem emprego e excluído da sociedade pedia junto da igreja, milhares de pessoas passaram, muitas das quais foram lá dentro bater com a mão no peito, porém aquele filho de Deus, nosso irmão foi visto com indiferença, exceptuando por três ou quatro pessoas que lhe deram esmola, como eu.
Na igreja aprendi que Deus ama todos os meus filhos, seja branco ou negro, mais velho ou mais novo, forte ou fraco, contudo muitos católicos são elitistas, julgando-se donos da verdade, lembre-se da parábola do farise e do publicano e de qual deles saiu justificado perante Deus.
Muitos políticos e gestores de bancos pertencem ao Ópus Dei, no entanto se olharmos para aquilo que fizeram nos seus cargos, vemos que se pautaram por uma grande dose de desumanidade, além disso, sao elitistas e só falam com os da elite e na comunicação social.
Politicamente sou independente, mas sou de esquerda, em tempos já fui do PSD porque eles diziam-se católicos, mas no poder defendem quem? Os ricos, os banqueiros e agora quando chegarem ao poder querem privatizar a segurança social e obrigar-nos a descontar trinta por cento para um fundo para aplicar na bolsa.E depois se as coisas correm mal, como é? De quem é a responsabilidade? Como é que ficam os descontos das pessoas? Mas a verdade é que o PSD, tal como os outros partidos de direita, é um partido de ricos e para ricos. Não sou contra aos ricos desde que estes enriqueçam à custa do trabalho e do investimento e nunca à sombra da fama, da exploraçao, da especulação, etc. Por exemplo, se eu enriquecesse devido a um livro que tinha escrito, bom seria à custa do meu trabalho, do meu esforço.
O que eu abomino é a injustiça, o privilegiar sempre os mesmos, o excluir os mais fracos, o racismo, a xenofobia, etc.
Tal como o fundador dos irmãos de Emaús, um padre Francês recentemente falecido, não é justo que alguns seres humanos vivam em manções de luxo, por vezes através da corrupção, da expeculação financeira, da exploração dos trabalharores, enquanto milhões de seres humanos vivem em barracas onde os ratos vêm roer os dedos dos bébés, isso não é justo, tal como não é tanta gente sem teto para dormir, tanta criança no mundo sem amor de pai nem mãe. Milhões de pessoas a vive rcom menos de um dólar por dia. A importância que se dá ao dinheiro em detrimento do ser humano e d restante natureza. Vinte e cinco mil pessoas que morrem de fome todos os dias em todo o mundo, etc. para já não falar do flagelo da droga, da violência, etc.
E agora pergungo a quem acredita em Deus: será que ele está contente com tudo isto? Não será que nós homens e mulheres que habitamos este planeta estamos a condenar-nos a nós próprios devido aos nossos egocentrismos e ganâncias. Secalhar todos nós temos que reflectir no que andamos cá a fazer neste mundo, incluindo aqueles que por pertencerem a uma religião (qualquer uma)se julgam serem os donos da verdade.Somos todos filhos de Deus e pertencemos todos à mãe terra.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Homossexuais

Recentemente discutiu-se na Assemblei9a da República o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Sou favorável, aliás outra coisa não seria de esperar de quem quer o progresso da humanidaden em todos os sentidos e recusa todas as formas de discriminação.
Moralmente ou eticamente podemos ser contra ou a favor, mas o Estado não pode impedir ninguém de usufruir dos seus direitos logo não pode obstaculizar os homossexuais dos seus direitos e deveres conjugais.
Impedir dois homens ou duas mulheres que vivem juntos dos seus direitos enquanto cônjuges poderia ser o mesmo quie impedir dois cegos de se casarem, dois ciganos, um branco e uma mulher negra, etc, etc.
Temos de deixar de ser conservadores e passar a ser mais humanistas e solidários, lamentável foi a atitude do PS, mas infelizmente desse partido que se intitula de esquerda, mas que usa o Estado para reprimir as pessoas ja se espera tudo.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Sub-prime

Sobre este assunto não tenho nada de especial para dizer, uma vez que muito se tem dito sobre a crise financeira mundial. Os únicos dois apsectos que conbém realçar são:
1 -andavam os assionistas e gestores dos bancos - verdadeiros pivilegiados - a dizer nas televisões que tinhamos de fazer sacrifícios, os funcionários públicos eram osiosos , muitos e o Estado deveria ser reduzido, isto é privatizar escolas, hospitais, segurança social, etc. que os professores deveriam trabalhar mais e ganhar menos, deveria liberalizar-se os despedimentos. Eles exigiam o Estado mínimo que não poderia intervir na economia, isto é, o neoliberalismo. No fundo deabolizavam o Estado.
2. os "miseráveis" dos gestores bancários que se meteram com ganâncias desmesuradas, vêm agora pedir ao seu inimigo - o Estado - que os ajude a salvar âs insittuições que que eles não souberam dirigir, daí serem uns miseráveis que pareciam saber tudo e ser detentores da razão absoluta.
O capitalismo não acabou, até porque ele se consegue regenerar e o Estado deu uma mãozinha, no entanto foi um duro golpe no neoliberalismo que para mim é o sistema político-económico mais duro e mais injusto que existe para o ser humano. Foi contra esse neoliberalismo que eu escrevi alguns contos que estão nos meus primeiro e terceiro livro que irá sair em Fevereiro ou Março.