Em 1954 no hotel Bilderberg na Holanda, Francisco de Holanda reuniu pela primeira vez um grupo de notáveis dos mundos político, financeiro e económico do mundo ocidental. Desde então, todos os anos na América do Norte ou na Europa, esse grupo de peseudointelectuais, mas que nada mais têm do que dinheiro e poder, pois sabem tanto como eu ou como o leitor.
O objectivo deles é alcançar a globalização, até haver um governo único feito pelas Nações Unidas e dirigido por eles.A intenção é que acabem os direitos sociais,laborais, os direitos humanos e a liberdade individual para que passemos a ser todos controlados por bancos, governos ou outras organizações da sua confiança através de Chipes electrónicos colocados por exemplo nos cartões de crédito débito, nos automóveis ou mesmo sob a pele.
Por exemplo, recentemente falou-se nos Chipes nas matriculas dos automóveis para que se pudesse controlar a passagem nas portagens que vão surgir em Portugal, já se falou em colocar Chipes nas crianças para que os pais as pudessem controlar, etc.
O que estamos a passar neste momento em Portugal e no mundo tem a ver com as ideias desses senhores e de outros grupos ou sociedades secretas que defenderam em segredo a criação artificial de uma crise económica e financeira para que não houvesse crescimento e, desta forma, as pessoas não pudessem reinvindicar nada. Também foram esses senhores que falaram pela primeira vez no nome de Durão Barroso para a presidência da União Europeia e que patrocinaram a invasão do Iraque, mas só em 2003 e não em 2002 como queria Jorge W. Bush.
A ideia deles era primeiro causar uma sensação de bem-estar, estimulando o consumo para depois maneatar as pessoas, fazendo chantagem com elas, criando-lhes dificuldades, ansiedade interior, desespero para que as pessoas venham para a rua pedir uma solução qualquer, ou seja, eles pretendem é que o mundo chegue a um impasse tal que os seres humanos dependam totalmente deles, passando a ter apenas aquilo que eles quiserem e não aquilo que as pessoas legitimamente querem.
Alguns até defendem que até 2050, dois terços da população das cidades morra através de guerras, fome, crimes, pestes, o que em parte é assustador.
A acreditar na existência, um dia, da Besta Apocalíptica, o 666, ela sairá de um grupo desses e até pode ser um Português.
As propostas do PSD, redução de salários em 30%, privatização da Segurança Social, fim da escola e da saúde gratuitas e para todos e aumento dos poderes presidenciais são ideias que certamente agradam ao Clube Bilderberg.
Eu tenho um livro cujo título é:A verdadeira história do Clube Bilderberg e cujo autor é Daniel Estulin, jornalista Canadiano que durante treze anos seguiu este grupo que se reúne secretamente.Não vou aqui colocar este livro, prque não consigo introduzir anexos, além disso, viola os direitos de autor. É possível que dificilmente se encontre em alguma livraria portuguesa, porque Pinto Balsemão fez pressão para que não se fizessem mais edições deste livro. A última data de 2005 ou 2006. Ricardo Salgado, Nicolao Santos, José Sócrates, António Costa, Jorge Sampaio, Durão Barroso, Pedro Santana Lopes, teixeira dos Santos, Manuela Ferreira Leite, Marcelo Ribeiro de Sousa, António Borges, Rui Rio e talvez Passos Coelho (se não foi ainda, irã) são alguns dos portugueses que estiveram presentes nas reuniões anuais do Bilderberg.
sábado, 17 de julho de 2010
quinta-feira, 15 de julho de 2010
As pessoas estão primeiro
Ontem, o Presidente da República afirmou numa das suas visitas contra à exclusão que o governo deveria ter em atenção que as pessoas estão primeiro.
Eu ainda me recordo dos governos dirigidos por Cavaco Silva, onde o dinheiro abundava, todavia ele era gasto em asfalto e betão armado, numa perspectiva desumana, fria, cinzenta, mas nesse mesmo tempo o número de excluídos e as desigualdades sociais aumentaram.
Durante os dez anos em que Cavaco Silva foi oposição, ele referiu em diversas ocasiões que se deveriam fazer reformas na admnistração pública, saúde, educação, segurança social, etc. caso contrário um dia elas já não se poderiam fazer sem dor.
Em 2006, quando Cavaco Silva se candidatou a Presidente da República, afirmou várias vezes que iria cooperar com o governo, numa cooperação estratégica para que Portugal saisse da situação em que já se encontrava na altura.
Ao longo destes quatro anos de mandato, nunca se opôs às medidas mais gravosas do governo, até as considerou positivas, limitando-se a condenar o Estatuto dos Açores, a nova lei do divórcio, o casamento gay.
É claro, que as pessoas estão primeiro, mas quem defende este capitalismo selvagem em que a qualidade de vida e os direitos são só para meia-dúzia de priveligiados as pessoas estão em último lugar, servindo apenas para servir aqueles que ostentam poder e dinheiro. E Cavaco pertence a esses, tal como o lider do seu partido, Pedro Passos Coelho.
Os ultra-liberais servem-se da crise para tentarem impor as suas políticas subversivas da essência do ser humano. Por ano são cem mil os portugueses que partem para outros países à procura de uma vida melhor, são muitos os que entram em depressão, os que se suicidam, mas esses senhores nada disso conseguem ver, porque estão cegos pelo poder e por querer tornar os portugueses escravos é querer que trabalhemos para eles.
Infelizmente, eles irão conseguir, porque muitos portugueses estão incautos e dar-lhes-ão apoio incondicional, além disso semeiam o péssimismo e a descrença das pessoas no futuro, roubam-nos a esperança, querem colocar a maioria do povo no centro da opressão para assim o poderem dominar, muitos padecerão, mas assim ficarão mais recursos para que alguns possam acumular. Basta ver as propostas: corte de 30% nos salários dos funcionários públicos, fim da gratuitidade e universalidade na educação e na saúde, liberalizar ainda mais os despedimentos.
Fico triste que políticos medíocres, conservadores de mente fechada e ultra-liberais nos queiram condenar a um inferno terreno só para seu contentamento.
Existe um sector político em Portugal, que vai do PSD até à extrema-direita, inclui alguns elementos do PS, cujo seu objectivo é fazer um ajuste de contas final com o 25 de Abril. É que eles foram contra à Revolução dos Cravos, preferindo a estagnação Marcelista e agora querem fazer pagar a pessoas que na altura ainda não existiam ou eram muito pequenas como eu.
Eu tive de viver três anos com a minha mãe em casa com enormes dificuldades, porque o meu pai foi recrutado para a guerra em Angola, agora ainda terei de pagar, porque esses senhores querem-se vingar contra ao vinte e cinco de Abril, fazendo-nos passar por sacrifícios impossíveis de suportar. Haja paciência para suportar estes políticos e as suas propostas, as quais só servem a alguns.
Eu ainda me recordo dos governos dirigidos por Cavaco Silva, onde o dinheiro abundava, todavia ele era gasto em asfalto e betão armado, numa perspectiva desumana, fria, cinzenta, mas nesse mesmo tempo o número de excluídos e as desigualdades sociais aumentaram.
Durante os dez anos em que Cavaco Silva foi oposição, ele referiu em diversas ocasiões que se deveriam fazer reformas na admnistração pública, saúde, educação, segurança social, etc. caso contrário um dia elas já não se poderiam fazer sem dor.
Em 2006, quando Cavaco Silva se candidatou a Presidente da República, afirmou várias vezes que iria cooperar com o governo, numa cooperação estratégica para que Portugal saisse da situação em que já se encontrava na altura.
Ao longo destes quatro anos de mandato, nunca se opôs às medidas mais gravosas do governo, até as considerou positivas, limitando-se a condenar o Estatuto dos Açores, a nova lei do divórcio, o casamento gay.
É claro, que as pessoas estão primeiro, mas quem defende este capitalismo selvagem em que a qualidade de vida e os direitos são só para meia-dúzia de priveligiados as pessoas estão em último lugar, servindo apenas para servir aqueles que ostentam poder e dinheiro. E Cavaco pertence a esses, tal como o lider do seu partido, Pedro Passos Coelho.
Os ultra-liberais servem-se da crise para tentarem impor as suas políticas subversivas da essência do ser humano. Por ano são cem mil os portugueses que partem para outros países à procura de uma vida melhor, são muitos os que entram em depressão, os que se suicidam, mas esses senhores nada disso conseguem ver, porque estão cegos pelo poder e por querer tornar os portugueses escravos é querer que trabalhemos para eles.
Infelizmente, eles irão conseguir, porque muitos portugueses estão incautos e dar-lhes-ão apoio incondicional, além disso semeiam o péssimismo e a descrença das pessoas no futuro, roubam-nos a esperança, querem colocar a maioria do povo no centro da opressão para assim o poderem dominar, muitos padecerão, mas assim ficarão mais recursos para que alguns possam acumular. Basta ver as propostas: corte de 30% nos salários dos funcionários públicos, fim da gratuitidade e universalidade na educação e na saúde, liberalizar ainda mais os despedimentos.
Fico triste que políticos medíocres, conservadores de mente fechada e ultra-liberais nos queiram condenar a um inferno terreno só para seu contentamento.
Existe um sector político em Portugal, que vai do PSD até à extrema-direita, inclui alguns elementos do PS, cujo seu objectivo é fazer um ajuste de contas final com o 25 de Abril. É que eles foram contra à Revolução dos Cravos, preferindo a estagnação Marcelista e agora querem fazer pagar a pessoas que na altura ainda não existiam ou eram muito pequenas como eu.
Eu tive de viver três anos com a minha mãe em casa com enormes dificuldades, porque o meu pai foi recrutado para a guerra em Angola, agora ainda terei de pagar, porque esses senhores querem-se vingar contra ao vinte e cinco de Abril, fazendo-nos passar por sacrifícios impossíveis de suportar. Haja paciência para suportar estes políticos e as suas propostas, as quais só servem a alguns.
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As pessoas estão primeiro
terça-feira, 13 de julho de 2010
O Deus Euro - o grande assassino
Nos últimos meses, temos ouvido falar muito em crise e nas suas consequências, sobretudo as consequências sociais:desemprego, falências, crédito mal-parado violência, pobreza, até suicídio, etc. No entanto, do que mais se tem falado nos últimos tempos é da crise financeira e dentro desta da grande crise do Euro, o qual tem estado a desvalorizar perante o Dólar.
Na base dessa desvalorização do Euro temos os desiquilíbrios orçamentais em grande parte dos dezasseis países da zona Euro.
Irlanda, Grécia, Espanha e Portugal são os países em que o desiquilíbrio orçamental é mais acentuado com um elevado défice e uma monstruosa dívida pública.
É normal que qualquer país zele por ter contas públicas equilibradas, pois só dessa forma uma nação se pode desenvolver, no entanto, todos se esquecem da forma como o restabelecimento do equilíbrio orçamental é feito: aumento de impostos, muitas vezes sobre as pessoas mais pobres ou da classe média e corte nas despesas públicas, sobretudo nas áreas sociais como na saúde, educação e segurança social, sendo depois substituídas por empresas privadas cruelmente lucrativas à custa da saúde, do trabalho e das poupanças das pessoas ou então à custa da caridade que algumas instituições vão fazendo e onde muitos dos seus membros aproveitam para mostrar à sociedade a sua generosidade e piedade para com os mais fracos, a quem muitas vezes não ajudaram em tempo oportuno.
Tudo em nome do "Deus Euro", esse sim, tem de ser salvo, isso já defendeu o primeiro-ministro, o presidente da república e o presidente do PSD,formando todos eles uma equipa coesa na salvação obrigatória do Euro, independentemente de tudo.
Parece que as pessoas não são nada, importante é o Euro, são os mercados, é a artificial União Europeia, são os mercados financeiros, é a especulação financeira, etc. Até parece que se o Euro e os mercados acabassem, acabaria o mundo, morreriam as pessoas, seria o fim do mercado.
O dinheiro existe, porque é uma criação humana e deveria ser, supostamente, para servir as pessoas, nunca o contrário. Afinal, o dinheiro e os mercados só existem porque existem pessoas, se deixasse de haver pessoas, deixaria de haver dinheiro e mercado.
Antes dizia-se: "amai a Deus sobre todas as coisas", depois "ama o próximo como a ti mesmo", agora a máxima é: "ama o Euro acima de tudo", logo vale a pena fazer sacrifícios, esforços inúteis, sofrer, até imular a vida em nome do maldito dinheiro.
Só se fala em salvar o Euro, então e as pessoas Maltrata-se o povo com leis obscenas que não respeitam os mais elementares direitos da pessoa humana; idolatra-se o Euro, contudo blasfema-se a Deus, indepenentemente de ele existir ou não, depende da crença de cada um, deve ser respeitado; dá-se o primeiro lugar ao dinheiro - Euro, mas destrói-se a natureza de onde tudo o que existe ao cimo da Terra veio.
Haja paciência para ouvir pseudo-sábios defender barbaridades destas, as quais não são mais do que a inversão dos valores que deveriam nortear a humanidade.
Na base dessa desvalorização do Euro temos os desiquilíbrios orçamentais em grande parte dos dezasseis países da zona Euro.
Irlanda, Grécia, Espanha e Portugal são os países em que o desiquilíbrio orçamental é mais acentuado com um elevado défice e uma monstruosa dívida pública.
É normal que qualquer país zele por ter contas públicas equilibradas, pois só dessa forma uma nação se pode desenvolver, no entanto, todos se esquecem da forma como o restabelecimento do equilíbrio orçamental é feito: aumento de impostos, muitas vezes sobre as pessoas mais pobres ou da classe média e corte nas despesas públicas, sobretudo nas áreas sociais como na saúde, educação e segurança social, sendo depois substituídas por empresas privadas cruelmente lucrativas à custa da saúde, do trabalho e das poupanças das pessoas ou então à custa da caridade que algumas instituições vão fazendo e onde muitos dos seus membros aproveitam para mostrar à sociedade a sua generosidade e piedade para com os mais fracos, a quem muitas vezes não ajudaram em tempo oportuno.
Tudo em nome do "Deus Euro", esse sim, tem de ser salvo, isso já defendeu o primeiro-ministro, o presidente da república e o presidente do PSD,formando todos eles uma equipa coesa na salvação obrigatória do Euro, independentemente de tudo.
Parece que as pessoas não são nada, importante é o Euro, são os mercados, é a artificial União Europeia, são os mercados financeiros, é a especulação financeira, etc. Até parece que se o Euro e os mercados acabassem, acabaria o mundo, morreriam as pessoas, seria o fim do mercado.
O dinheiro existe, porque é uma criação humana e deveria ser, supostamente, para servir as pessoas, nunca o contrário. Afinal, o dinheiro e os mercados só existem porque existem pessoas, se deixasse de haver pessoas, deixaria de haver dinheiro e mercado.
Antes dizia-se: "amai a Deus sobre todas as coisas", depois "ama o próximo como a ti mesmo", agora a máxima é: "ama o Euro acima de tudo", logo vale a pena fazer sacrifícios, esforços inúteis, sofrer, até imular a vida em nome do maldito dinheiro.
Só se fala em salvar o Euro, então e as pessoas Maltrata-se o povo com leis obscenas que não respeitam os mais elementares direitos da pessoa humana; idolatra-se o Euro, contudo blasfema-se a Deus, indepenentemente de ele existir ou não, depende da crença de cada um, deve ser respeitado; dá-se o primeiro lugar ao dinheiro - Euro, mas destrói-se a natureza de onde tudo o que existe ao cimo da Terra veio.
Haja paciência para ouvir pseudo-sábios defender barbaridades destas, as quais não são mais do que a inversão dos valores que deveriam nortear a humanidade.
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o Deus Euro - o grande assassino
sábado, 19 de junho de 2010
Cavaco não foi ao funeral de José Saramago
Lamento a modo hostil como o jornal do Vaticano se referiu a Saramago, como sendo um Marxista, um radical, extremista contra à religião, como se os membros da Igreja nunca tivessem cometido "pecados", falhas, injustiças e considerando Saramago um enorme mal para o mundo, logo o melhor foi a morte. Isto revela a incapacidade que os membros da Igreja Católica têm para perdoar e reconhecer o valor das pessoas.
Em Portugal, o Presidente da República decidiu não ir ao funeral de Saramago. Cavaco Silva é um sectário que não representa todos os portugueses, representa-se apenas a si próprio e àqueles que como ele são conservadores, neoliberais e rancorosos para com um dos maiores escritores do mundo actual que não tendo feito nada de mal, segundo eles pecava por ser comunista, ateu, idealista e humanista.
Se Cavaco Silva fosse primeiro-ministro, neste momento, provavelmente, não teríamos dois dias de luto nacional e funeral com honras de Estado, com o argumento que Saramago tinha ofendido os maiores valores religiosos e era um radical político.
Saramago era um escritor e pensador: ele era comunista, mas questionou muitas vezes o próprio partido,;ele não era anti-Deus, mas questionou a Bíblia e a própria Justiça de Deus; ele era português, mas questionou Portugal, o seu povo, os seus dirigentes; ele era humanista, mas questionou o próprio Ser humano e o sentido das suas obras. A morte de Saramago revelou-nos, a sensibilidade de milhares de pessoas que lhe prestaram uma sentida e última homenagem, em segundo lugar, mostrou-nos a hipocrisia daqueles que eram contra ele e que agora vieram lamentar a sua morte, dizendo que ele era um grande escritor, em terceiro lugar, tornou visível o rancor daqueles que como Cavaco nunca perdoaram a Saramago escrever o que escreveu,
principalmente quando nas sua obras reinterpretou a Bíblia.
Apesar de não serem muitos, os poucos que foram ao funeral fizeram-no por convicção, ou porque partilhavam as suas ideias políticas ou porque eram leitores dos seus livros. Emocionou-me ao ver as pessoas a gritarem: Obrigado, Saramago! Tal como me fez soltar as lágrimas ao ver os leitores levantarem os livros que ele escreveu.
Em Portugal é sempre a mesma coisa, desde Camões, Cesário Verde, Eça, Fernando Pessoa, sem esquecer tantos outros génios literários portugueses e agora Saramago, foram ignorados, criticados, colocados em causa e até rejeitados pela maioria da população.
Deixo-vos a todos uma das estrofes do MAIOR texto alguma vez publicado em Portugal, da autoria do poeta maior: Luís de Camões. Ele que há quase quinhentos anos já se queixava dos seus feitos passarem despercebidos e serem ignorados pelo povo.
"Na mais, Musa, no mais, que a Lira tenho
Destemperada a a voz enrouquecida,
E não do canto, mas de ver que venho
Cantar a gente surda e endurecida.
O favor com que mais se acende o engenho
Não no dá a pátria, não, que está metida
No gosto da cobiça e na rudeza
Duma austera, apagada e vil tristeza."
Luís de Camões, Os Lusíadas,Os Lusíadas - Canto X, estrofe 145.
Em Portugal, o Presidente da República decidiu não ir ao funeral de Saramago. Cavaco Silva é um sectário que não representa todos os portugueses, representa-se apenas a si próprio e àqueles que como ele são conservadores, neoliberais e rancorosos para com um dos maiores escritores do mundo actual que não tendo feito nada de mal, segundo eles pecava por ser comunista, ateu, idealista e humanista.
Se Cavaco Silva fosse primeiro-ministro, neste momento, provavelmente, não teríamos dois dias de luto nacional e funeral com honras de Estado, com o argumento que Saramago tinha ofendido os maiores valores religiosos e era um radical político.
Saramago era um escritor e pensador: ele era comunista, mas questionou muitas vezes o próprio partido,;ele não era anti-Deus, mas questionou a Bíblia e a própria Justiça de Deus; ele era português, mas questionou Portugal, o seu povo, os seus dirigentes; ele era humanista, mas questionou o próprio Ser humano e o sentido das suas obras. A morte de Saramago revelou-nos, a sensibilidade de milhares de pessoas que lhe prestaram uma sentida e última homenagem, em segundo lugar, mostrou-nos a hipocrisia daqueles que eram contra ele e que agora vieram lamentar a sua morte, dizendo que ele era um grande escritor, em terceiro lugar, tornou visível o rancor daqueles que como Cavaco nunca perdoaram a Saramago escrever o que escreveu,
principalmente quando nas sua obras reinterpretou a Bíblia.
Apesar de não serem muitos, os poucos que foram ao funeral fizeram-no por convicção, ou porque partilhavam as suas ideias políticas ou porque eram leitores dos seus livros. Emocionou-me ao ver as pessoas a gritarem: Obrigado, Saramago! Tal como me fez soltar as lágrimas ao ver os leitores levantarem os livros que ele escreveu.
Em Portugal é sempre a mesma coisa, desde Camões, Cesário Verde, Eça, Fernando Pessoa, sem esquecer tantos outros génios literários portugueses e agora Saramago, foram ignorados, criticados, colocados em causa e até rejeitados pela maioria da população.
Deixo-vos a todos uma das estrofes do MAIOR texto alguma vez publicado em Portugal, da autoria do poeta maior: Luís de Camões. Ele que há quase quinhentos anos já se queixava dos seus feitos passarem despercebidos e serem ignorados pelo povo.
"Na mais, Musa, no mais, que a Lira tenho
Destemperada a a voz enrouquecida,
E não do canto, mas de ver que venho
Cantar a gente surda e endurecida.
O favor com que mais se acende o engenho
Não no dá a pátria, não, que está metida
No gosto da cobiça e na rudeza
Duma austera, apagada e vil tristeza."
Luís de Camões, Os Lusíadas,Os Lusíadas - Canto X, estrofe 145.
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Cavaco não foi ao funeral de José Saramago
sexta-feira, 18 de junho de 2010
Faleceu José Saramago, outra luz que se apagou, mais trevas em Portugal
Dois dias depois de ter terminado a leitura do último livro de Saramago, Cain, eis que a bombástica e aterradora notícia do escritor surgiu.
Eu julgo que existem pessoas que nunca deveriam morrer, uma delas é José Saramago, porém ele tornar-se-á imortal, por um lado, a sua preciosa obra ser+a sempre recordada, por outro se existir a imortalidade da alma, tal como eu acredito, Saramago viverá para sempre na sua dimensão espiritual.
As polémicas que houve com Saramago foram absurdas, pois qualquer escritor é um criador, um trabalhador da palavra, dando a esta as mais variadas interpretações. Eu julgo que Saramago não pretendeu ofender nem a igreja, nem os políticos, nem os "cegos". Com os seus romances, apenas pretendeu questionar aquilo que para ele estava errado.
Julgo que existe algum cinismo da parte de alguns que em vida o consideraram como "pessoa má, indesejável, sem o devido respeito pelas instituições como a igreja ou a política" e que vêm agora dizer que se perdeu um homem que deu uma importante contribuição para a cultura portuguesa.
Recentemente,faleceram ou afastaram-se da vida activa um conjunto de pessoas valiosas para a cultura e o pensamento em Portugal, tal facto só vem ajudar o empobrecimento da nação, juntando-se ao empobrecimento económico e precipitando ainda mais depressa a falência do país, ou pelo menos da sua identidade cultural, económica e social.
Escritores como Saramago, neste momento, em Portugal não existem e dificilmente existirão, uns porque não têm oportunidade, outros porque não têm capacidade, outros porque, apesar de terem competência, enveredam por outros temas e modelos de escrita.
Eu julgo que existem pessoas que nunca deveriam morrer, uma delas é José Saramago, porém ele tornar-se-á imortal, por um lado, a sua preciosa obra ser+a sempre recordada, por outro se existir a imortalidade da alma, tal como eu acredito, Saramago viverá para sempre na sua dimensão espiritual.
As polémicas que houve com Saramago foram absurdas, pois qualquer escritor é um criador, um trabalhador da palavra, dando a esta as mais variadas interpretações. Eu julgo que Saramago não pretendeu ofender nem a igreja, nem os políticos, nem os "cegos". Com os seus romances, apenas pretendeu questionar aquilo que para ele estava errado.
Julgo que existe algum cinismo da parte de alguns que em vida o consideraram como "pessoa má, indesejável, sem o devido respeito pelas instituições como a igreja ou a política" e que vêm agora dizer que se perdeu um homem que deu uma importante contribuição para a cultura portuguesa.
Recentemente,faleceram ou afastaram-se da vida activa um conjunto de pessoas valiosas para a cultura e o pensamento em Portugal, tal facto só vem ajudar o empobrecimento da nação, juntando-se ao empobrecimento económico e precipitando ainda mais depressa a falência do país, ou pelo menos da sua identidade cultural, económica e social.
Escritores como Saramago, neste momento, em Portugal não existem e dificilmente existirão, uns porque não têm oportunidade, outros porque não têm capacidade, outros porque, apesar de terem competência, enveredam por outros temas e modelos de escrita.
domingo, 2 de maio de 2010
O Pinhal

CONVITE
o autor, Luís Ferreira, e a Papiro Editora. têm o prazer de convidar V. Exa. a estar presente no pré-lançamento promocional do livro O Pinhal, que terá lugar no dia 21 de Maio de 2010, pelas 21h30 na Bertrand Leiria Shopping, em Leiria.
Se quiser apareça! Será bem vindo/a à apresentação do meu quarto livro.
O livro estará à venda a partir do final de Maio ou de Junho nas principais livrarias de todo o país, incluindo nas lojas das cadeias Fnac e Bertrand.
No século XX, poderia ter havido um pinhal, com um terrno no seu centro, no qual se localizavam duas casas, onde vivia uma família.
Diariamente, aquelas pessoas lutavam não só pela sobrevivência, mas também pela presença da dignidade e pela presença da felicidade nas suas vidas.
As dificuldades, as contrariedades, as incompreensões, a violência doméstica e as barreiras fazim apremanentemente parte daquela família da Região Centro Litoral, a qual poderá ser a representação da luta de muitas famílias portuguesas das últimas décadas.
Ao ler este livro, poderá conhecer ou recordar o modo de vida e a forma de pensar das pessoas nos meios rurais de há vinte, trinta, quarenta ou mais anos e verificar as diferenças ou semelhanças com a actualidade.
Estarei disponível para sessões de apresentação, autógrafos ou puro e simples contacto com os leitores em qualquer ponto de Portugal, desde que seja combinado com alguma antecedência para que se possa acertar dia, hora, local e custos de uma eventual deslocação.
Este livro estará disponível a partir de finais de Maio/Junho em diversas livrarias do país, incluindo as cadeias FNAC e BERTRAND. Eu próprio também irei ter muitos exemplares, pelo que se pretender também poderá encomendar directamente a mim, sendo o custo igual ao das livrarias.
Espero lançar o meu próximo romance no final deste ano ou no início de 1011.
sexta-feira, 30 de abril de 2010
Portugal não evoluiu
Não quero estar a ofender ninguém, nem sequer pretendo generalizar, até porque existem muitas e boas excepções e talvez eu me inclua nos portugueses que não deixaram o passado para trás, mas esta temática deverá ser abordada, principalmente, numa época em que Portugal está perto do abismo ou até da sobrevivência enquanto país. A falta de união nacional talvez nos tenha ajudado a chegar onde chegámos.
Não tenho nada contra às pessoas do mundo rural ou das pequenas vilas e cidades, pois também nasci no campo e, neste momento, vivo numa cidade intermédia, outrora muito ligada à agricultura e à indústria. Até porque não podemos subestimar a importância dessas actividades económicas nos dias que correm.
Com o decorrer dos anos e com os acontecimentos que eu diariamente tenho visto à minha volta, nas várias regiões do país que tenho percorrido, tive de chegar a uma triste, mas inevitável conclusão: Portugal está igual ao que era há vinte, trinta anos atrás.
É certo que agora temos infraestruturas, é verdade que as novas tecnologias de informação e de comunicação invadiram as nossas vidas, também não é mentira que o nível económico da maioria dos cidadãos se elevou, embora actualmente estejamos a assistir a um retrocesso e, muitas vezes, a elevação do nível de ostentação seja em grande parte fictício, na medida em que este resulta de dinheiro obtido de empréstimos bancários, mas o maior problema de Portugal são é a evolução das mentalidades.
Continuamos a repudiar os emigrantes, uns porque têm a pele um pouco mais escura, outros porque trazem o ar sereno do Amazonas, outros porque vieram de países pobres da Europa de Leste e trazem as compras nos sacos de plástico do LDL.
Continuamos a rir-nos e a rejeitar as pessoas gordas, considerando que estas talvez por serem mais volumosas, mais pesadinhas e menos atraentes fisicamente possam não contribuir em nada para o progresso social, atirando-as, dispensando-as e atirando-as para um canto.
Ainda andamos com a ficção de oprimir os homossexuais, tentando impedir-lhes a plena cidadania, nem que seja através da concretização do seu casamento civil, como se nós tivéssemos que lhes impor uma moral, um estilo de vida ou porque nós sejamos responsáveis pelos seus actos.
Julgamos que os pobres e os desempregados são pura e simplesmente dispensáveis da nossa sociedade, porque nada contribuem para o progresso económico do país, classificando-os ainda de parasitas,subsidio-dependentes que se divertem no café e na rua enquanto nós trabalhamos com esforço e sem ver grandes progressos salariais.
Abominamos as pessoas de etnia cigana, por venderem calçado e roupa nas feiras, como se não pudessem ter direito a um negócio ou ainda por viverem em casas camarárias ou por receberem o rendimento social de inserção, afinal um direito legal consignado a qualquer cidadão português.
Ainda consideramos que as pessoas com deficiências têm de estar à margem da sociedade, não tendo o direito de trabalhar por causa da sua deficiência, logo da sua incompetência, como se eles não pudessem ter casa, família, enfim uma vida digna como qualquer outra pessoa.
Podemos não gostar de toda a gente, mas devemos ser tolerantes e devemos respeitar os direitos humanos de qualquer ser humano que habita este planeta, pois a terra não é de ninguém, é de todos e o ser humano é único e insubstituível.
Em 2010, a discriminação, exclusão, racismo, xenofobia, etc. ainda estão mais vincadas devido à crise económica e à grande competitividade a que estamos sujeitos, hoje desapareceu a solidariedade e a compreensão e estamos mesmo a caminhar para uma situação perigosa, próxima do estado animal, na qual vence sempre o mais forte. Ignoramos que todos têm direito a uma oportunidade ou até mais na vida, que todos são pessoas com potencialidades que não devem ser menosprezadas, mas sim aproveitadas e potencializadas.
Este conservadorismo hipócrita, retrogrado e provinciano continua enraizado e vejo com enorme frustração que daqui por vinte anos continuará, dado que os pais continuam a transmitir aos filhos o anti-valor da intolerância para com a diferença.
Eu até me atrevo a perguntar a esses intitulados preconceituosos, mas auto-intitulados iluminados cidadãos bucólicos: e os senhores não possuem fragilidades, diferenças, fracassos? E por que não criticar os corruptos, os oportunistas, os ociosos, os verdadeiros destruidores da nossa sociedade?
É certo que ainda existe alguma diferença entre os grandes centros urbanos e os meios rurais ou as pequenas cidades. Estas atitudes acontecem mais nuns locais do que em outros, também é verdade que existe alguma diferença entre quem tem mais ou menos formação, contudo até nos grandes meios urbanos ou nas elites culturais se assiste a opiniões e comentários que há muito deveriam estar irradicadas da nossa sociedade.
E eu a pensar que o racismo, a intolerância, a xenofobia e a lei do mais forte já estavam há muito irradicadas do nosso Portugal! É por esta e por outras que levam a nossa pátria em direcção a um abismo irreversível.
Só no dia em que terminar a inveja social, em que se pensar na união, no contributo de todos para o bem comum e no respeito pela diferença é que poderemos sonhar com a resolução dos nossos problemas económicos, sociais, culturais, etc. Enquanto reinar um clima de desconfiança, de mesquinhez e de exclusão, Portugal não resolverá os seus graves problemas, mesmo com muitos sacrifícios que possamos fazer fazer.
Uma sociedade evoluída é aquela que tolera a diferença e dá oportunidade a todos e não apenas a alguns, só porque têm dinheiro ou porque são o senhor A, a senhora B. Só com a integração social o sol poderá brilhar para todos.
O futuro não augura nada de auspicioso para ninguém, contudo temos de ter esperança no dia de amanhã, pois de novo o Sol reinará e outro galo cantará.
Não tenho nada contra às pessoas do mundo rural ou das pequenas vilas e cidades, pois também nasci no campo e, neste momento, vivo numa cidade intermédia, outrora muito ligada à agricultura e à indústria. Até porque não podemos subestimar a importância dessas actividades económicas nos dias que correm.
Com o decorrer dos anos e com os acontecimentos que eu diariamente tenho visto à minha volta, nas várias regiões do país que tenho percorrido, tive de chegar a uma triste, mas inevitável conclusão: Portugal está igual ao que era há vinte, trinta anos atrás.
É certo que agora temos infraestruturas, é verdade que as novas tecnologias de informação e de comunicação invadiram as nossas vidas, também não é mentira que o nível económico da maioria dos cidadãos se elevou, embora actualmente estejamos a assistir a um retrocesso e, muitas vezes, a elevação do nível de ostentação seja em grande parte fictício, na medida em que este resulta de dinheiro obtido de empréstimos bancários, mas o maior problema de Portugal são é a evolução das mentalidades.
Continuamos a repudiar os emigrantes, uns porque têm a pele um pouco mais escura, outros porque trazem o ar sereno do Amazonas, outros porque vieram de países pobres da Europa de Leste e trazem as compras nos sacos de plástico do LDL.
Continuamos a rir-nos e a rejeitar as pessoas gordas, considerando que estas talvez por serem mais volumosas, mais pesadinhas e menos atraentes fisicamente possam não contribuir em nada para o progresso social, atirando-as, dispensando-as e atirando-as para um canto.
Ainda andamos com a ficção de oprimir os homossexuais, tentando impedir-lhes a plena cidadania, nem que seja através da concretização do seu casamento civil, como se nós tivéssemos que lhes impor uma moral, um estilo de vida ou porque nós sejamos responsáveis pelos seus actos.
Julgamos que os pobres e os desempregados são pura e simplesmente dispensáveis da nossa sociedade, porque nada contribuem para o progresso económico do país, classificando-os ainda de parasitas,subsidio-dependentes que se divertem no café e na rua enquanto nós trabalhamos com esforço e sem ver grandes progressos salariais.
Abominamos as pessoas de etnia cigana, por venderem calçado e roupa nas feiras, como se não pudessem ter direito a um negócio ou ainda por viverem em casas camarárias ou por receberem o rendimento social de inserção, afinal um direito legal consignado a qualquer cidadão português.
Ainda consideramos que as pessoas com deficiências têm de estar à margem da sociedade, não tendo o direito de trabalhar por causa da sua deficiência, logo da sua incompetência, como se eles não pudessem ter casa, família, enfim uma vida digna como qualquer outra pessoa.
Podemos não gostar de toda a gente, mas devemos ser tolerantes e devemos respeitar os direitos humanos de qualquer ser humano que habita este planeta, pois a terra não é de ninguém, é de todos e o ser humano é único e insubstituível.
Em 2010, a discriminação, exclusão, racismo, xenofobia, etc. ainda estão mais vincadas devido à crise económica e à grande competitividade a que estamos sujeitos, hoje desapareceu a solidariedade e a compreensão e estamos mesmo a caminhar para uma situação perigosa, próxima do estado animal, na qual vence sempre o mais forte. Ignoramos que todos têm direito a uma oportunidade ou até mais na vida, que todos são pessoas com potencialidades que não devem ser menosprezadas, mas sim aproveitadas e potencializadas.
Este conservadorismo hipócrita, retrogrado e provinciano continua enraizado e vejo com enorme frustração que daqui por vinte anos continuará, dado que os pais continuam a transmitir aos filhos o anti-valor da intolerância para com a diferença.
Eu até me atrevo a perguntar a esses intitulados preconceituosos, mas auto-intitulados iluminados cidadãos bucólicos: e os senhores não possuem fragilidades, diferenças, fracassos? E por que não criticar os corruptos, os oportunistas, os ociosos, os verdadeiros destruidores da nossa sociedade?
É certo que ainda existe alguma diferença entre os grandes centros urbanos e os meios rurais ou as pequenas cidades. Estas atitudes acontecem mais nuns locais do que em outros, também é verdade que existe alguma diferença entre quem tem mais ou menos formação, contudo até nos grandes meios urbanos ou nas elites culturais se assiste a opiniões e comentários que há muito deveriam estar irradicadas da nossa sociedade.
E eu a pensar que o racismo, a intolerância, a xenofobia e a lei do mais forte já estavam há muito irradicadas do nosso Portugal! É por esta e por outras que levam a nossa pátria em direcção a um abismo irreversível.
Só no dia em que terminar a inveja social, em que se pensar na união, no contributo de todos para o bem comum e no respeito pela diferença é que poderemos sonhar com a resolução dos nossos problemas económicos, sociais, culturais, etc. Enquanto reinar um clima de desconfiança, de mesquinhez e de exclusão, Portugal não resolverá os seus graves problemas, mesmo com muitos sacrifícios que possamos fazer fazer.
Uma sociedade evoluída é aquela que tolera a diferença e dá oportunidade a todos e não apenas a alguns, só porque têm dinheiro ou porque são o senhor A, a senhora B. Só com a integração social o sol poderá brilhar para todos.
O futuro não augura nada de auspicioso para ninguém, contudo temos de ter esperança no dia de amanhã, pois de novo o Sol reinará e outro galo cantará.
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Portugal não evoluiu
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