sexta-feira, 24 de abril de 2009

25 de Abril

Neste dia abundam os discursos e as comemorações, um pouco por todo o país, logo não vou estar aqui com grandes discursos, no entanto gostaria de lançar algumas interrogações:
Será que os ideais de Abril ainda existem hoje? Teremos de facto liberdade de imprensa? Liberdade de expressão ainda existe? Será que Abril poderá continuar na altura em que a pobreza, o desemprego e a crise estão a colocar Portugal à beira de um precipício? Será que existe Abril numa altura em que o governo usa o Estado e o artifício da lei para destruir profissionalmente e pessoalmente quem por livre opção ou talvez não exerce determinadas profissões?
Claro que Abril vale a pena, sempre, sempre, sempre até porque graças ao 25 de Abril, nós poderemos em breve escolher os nossos representantes e os nossos governantes.

sexta-feira, 13 de março de 2009

Descontentamento

Ontem, em Lisboa, decorreu mais uma manifestação organizada pela CGTP. Aquela multidão serviu para todos nós reflectirmos sobre o que se está a passar em Portugal em que o governo, os banqueiros, os gestores e os os grandes empresários estão a oprimir o povo trabalhador e a levar o país para um precipício económico e um caos social. Depois vêm para a televisão com cara de pouca vergonha dizer que não há alternativas a esta situação e que tem de ser assim em nome do país. claro que há alternativas e é evidente que isto não é para bem de Portugal, mas sim para bem de meia dúzia de capitalistas e destes governantes que vivem à nossa custa. Nós pagamos o ordenado aos governantes, através dos impostos e nós é que os elegemos e eles depois tratam-nos mal e não olham aos meios para atingir os fins.
O que é que podemos fazer?
Existem muitas e variadas formas, em primeiro lugar temos as manifestações e as greves, mas como isso não resolve nada temos a arma secreta que é o voto. Com este podemos não só censurar a política vigente como também encontrar alternativas.
Com as eleições legislativas deste ano podemos retirar a maioria absoluta ao PS que usurpou o poder que lhe deram em 2005, porque na época os portugueses consideraram que era a última esperança, dado que não queriam mais direita em Portugal. Mas Sócrates e a sua equipa fizeram entenderam com as pessoas não só os funcionários públicos, mas também com os trabalhadores do sector privado, pois agora o PS criou um código de trabalho pior que aquele que já estava.
No entanto, temos de reflectir em quem devemos votar, pois partidos perfeitos não temos, até porque são todos organizações constituídas por homens e mulheres, logo falíveis. Contudo, temos de ter em atenção aquilo que os partidos defenderam e defendem e o que fizeram no governo no passado.
Do PS nem vale a pena falar, pois a sua política nos últimos quatro anos foi tão má que nem é digna de registo. A direita teve no governo entre 2002 e 2005, apesar de em algumas matérias não ter ido tão longe como este governo, também fez uma política neoliberal, em muitos aspectos semelhante à actual.
Eu sou suspeito, porque sou um homem de esquerda, embora sem filiação partidária e um crítico dos partidos, apesar de saber que eles são necessários.
Não sou dono do voto de ninguém, nem vou zangar-me com ninguém por se abster ou por ter votado neste ou naquele partido, no entanto aconselho a quem for votar nas legislativas a reflectir de forma a não dar a maioria ao PS e a votar à esquerda, CDU e BE. Muitos poderão dizer que esses partidos não servem para governar, não sabemos, o discurso deles tem sido coerente no sentido de apoiar os mais desfavorecidos, revogar o código de trabalho, alterar algumas leis que passaram a reger a administração pública.
Numa coisa eu sou muito claro, para mim não se deve dar a maioria absoluta a partido nenhum e qualquer partido merece ser punido se governar contra ao povo. Eu sou de esquerda, mas penalizo qualquer política que vise a injustiça e a repressão. Para mim não é justo que uma minoria de pessoas que se julga intelectualmente superior apenas porque tem poder político ou económico se julgue no direito de fazer o que quer.
Em Portugal não se pode dar a maioria absoluta a ninguém, porque os ministros e secretários de Estado abusam do poder, não ouvem os conselhos de ninguém, a não ser do primeiro-ministro ou um ou outro lobbie poderoso. Nós tivemos duzentos anos de absolutismo e de inquisição e quarenta e oito de fascismo e,infelizmente, alguns tiques autoritários ficaram enraizados na nossa cultura, pois eles acontecem não só nos governos, mas também em algumas empresas e organismos públicos.
Até aos anos oitenta, na Europa, os governos ainda pensavam um pouco nas pessoas, porque tinha havido duas grandes guerras, ditaduras fascistas e havia medo do papão do comunismo, porém as pessoas já se esqueceram e agora neste mundo de economia neoliberal julga-se que vale tudo.
Agora os trabalhadores em geral, sobretudo operários agricultores, funcionários públicos, sobretudo professores, mas também polícias, enfermeiros e ainda as pessoas com deficiência a quem aumentaram o IRS, negando ajudas técnicas, não eliminaram as barreiras arquitectónicas e negaram-lhes trabalhos mais perto da residência - quanto às crianças com deficiência têm de se deslocar do seu seio familiar para as escolas de referência que muitas vezes ficam longe de casa; não existem professores do ensino especial suficientes, sobretudo para as crianças cegas e os computadores Magalhães e-escolas não lhes foram entregues com o software específico para elas que não vêem, apenas meia dúzia no ano passado em Viseu em fente da comunicação social - certamente que, na sua maioria, não irão votar PS. Para essas pessoas votar PS é votar no seu suicídio profissional e pessoal.
Além dos números do orçamento, este governo tem alguma coisa emocional contra a determinadas classes profissionais, professores, enfermeiros, médicos, polícias, etc. É por isso, que os governantes têm colocado estas medidas tão duras, precisamente com o objectivo de "destruir" profissionalmente e pessoalmente as pessoas que exercem essas profissões já de si tão exigentes.
Se o PS voltar a ganhar com maioria absoluta, eles irão espezinhar esses profissionais, impondo-lhes medidas muito duras no seu local de trabalho e afogando-os em impostos de tal forma que os poucos sobreviventes dessas profissões teriam de ser homenageados e louvados por todos os portugueses.
Depois vêm com a "desculpa" dos desempregados, esta crise foi provocada pelos magnatas financeiros do mundo e serve muito bem a governos como o de Portugal que assim pode dar uma esmola aos desempregados e pode continuar a maltratar os que ainda trabalham.
A maioria de nós portugueses pretende pagar uma dívida ao PS e o seu líder Sócrates, por isso, que venham as eleições, pois nós estamos desejosos para a pagar.

segunda-feira, 2 de março de 2009

Ensaio Sobre a Lucidez

Ensaio Sobre a Lucidez é um romance da autoria de José Saramago, editado em 2004 pela editorial caminho. Surgiu na sequência do livro Ensaio Sobre a Cegueira editado uns anos antes.
Na capital de um país imaginário, na segtunda eleição, oitenta e três por cento dos eleitores votaram em branco, o que provocou a ira dos governantes que em vez de meditarem sobre as causas daquela atitude da população, mandaram investigar, a fim de descobrir os responsáveis por aquele boicote, deixando,ao mesmo tempo, a cidade e a população à sua sorte.
Muitas pessoas disseram que este livro é um apelo à abestenção, mas não é, até porque não passa de literatura. Este romance é uma alegoria relativamente à crise da democracia actual, ao autoritarismo e à falta de soluções dos governantes.
Face ao que se tem passado nos útimos anos em Portugal, este iromance apesar de ser unicamente uma excelente obra literária, dá que pensar.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Leitura

Sexta-feira ou a vida selvagem é uma novela da autoria de Michel Tourier.
Um naufrágio, a meados do século XVIII, junto a uma ilha deserta deixou Robinson preso à vida e simultaneamente à ilha de - Esperanza -. Mais tarde, foi ele que livrou da morte sexta-feira e salvou da escravatura, dentro de um navio, o pequeno Domingo.
E mais não digo, pois vale a pena ler, mesmo os mais novos podem e devem ler, pois trata-se de um livro de aventuras na natureza. Até há pouco tempo, este livro fazia parte dos programas escolares.

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Bilderberg

Por aquilo que eu disse na entrada anterior e por aquilo que se encontra no livro que referi nessa entrada, o clube Bilderber é um grupo de gente que se acha superior intelectualmente, mas na verdade o que tem é dinheiro e poder. Esse grupo reúne-se de forma descontraída para falar sobre o mundo. Estou também convencido que essa gente decide e determina muitas políticas que são seguidas por muitos países, - incluindo Portugal - mas creio que há mais grupos influentes e que governam na sombra. Por exemplo, as poderosas corporações financeiras norte-americanas, aliadas a outros grupos económicos multinacionais, que por sua vez têm o resguardo de muitos governos, que por sua vez são mantidos por esse mesmo poder económico oculto. E como se não bastasse, lá existem os múltiplos serviços secretos para o que for preciso. Democracia? Quem o disse? Autocracia de meia-dúzia que se impõe ou pretende impor ao resto da humanidade.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Bilderberg

Bilderberg - os senhores do mundo - é um clube restrito que tem apenas cerca de cento e trinta membros. Este clube é constituído por empresários de grandes multinacionais, banqueiros, políticos, personalidades mediáticas e pessoas do mundo académico.
Este clube reúne anualmente em hotéis de cinco estrelas, geralmente na Europa, e de vez em quando nos Estados Unidos ou no Canadá.
Durante as reuniões anuais, os membros mais influentes falam calmamente e informalmente sobre os diversos problemas do mundo, bem como sobre as possíveis medidas a tomar.
O bombardeamento da Chechênea foi decidido no encontro de mil novecentos e noventa e nove que decorreu em Sintra. Em dois mil e quatro a reunião decorreu em Itália, entre três e seis de Junho e foi aí que foi proposto o nome de Durão Barroso para presidente da União Europeia.
Pinto Balsemão é membro permanente deste clube desde os anos noventa. Santana Lopes e José Sócrates foram convidados por Pinto Balsemão a participar no encontro do Bilderberg de 2004, ambos foram primeiros-ministros desde então.
Em 2008 Portugal esteve representado por Pinto Balsemão, Rui Rio e António Costa e este ano, na reunião que decorreu em Atenas, estiveram presentes: Pinto Balsemão, Manuel Pinho e Manuela Ferreira Leite. Esta presença de elementos do PS e do PSD nestes encontros não oficiais, mas decisivos para o mundo e para Portugal, podem ajudar a explicar porque motivo o PS e o PSD são tão iguais quando estão no governo.
Estes senhores representam uma sociedade secreta e oculta e de certa forma perigosa, porque não são eleitos democraticamente, desconhecemos as suas actividades, porque esse clube apenas possui um escritório na Holanda. Apesar de não serem eleitos e de não haver documentos oficiais dos seus encontros, nada os impede de de reunir.
Muitos dos acontecimentos do mundo como as guerras, o cessar-fogo, os acordos de paz, bem como muitas POLÍTICAS SEGUIDAS PELOS GOVERNOS SÃO DISCUTIDAS E DETERMINADAS PELOS BILDERBERG. A grande finalidade destes senhores é construir o governo global onde não haja nações, religiões, onde estejamos a ser permanentemente vigiados e o nosso fim único é sermos reduzidos à escravatura.
ANDAMOS PARA AÍ A CONTESTAR CRISES, DESEMPREGO, FALÊNCIAS, AVALIAÇÃO DE PROFESSORES, CÓDIGOS DE TRABALHO, etc. PORÉM ESQUECEMOS QUE EXISTEM FORÇAS OCULTAS MUITO PODEROSAS QUE PRESSIONAM OS GOVERNOS A PROSSEGUIR COM ESSAS POLÍTICAS.TALVEZ POR ESSE MOTIVO, É QUE ÀS GRANDES MANIFESTAÇÕES QUE OCORRERAM EM PORTUGAL EM 2008, O PRIMEIRO-MINISTRO TENHA DITO "NÃO ME IMPRESSIONA" OU SE TENHA DESCULPADO DIZENDO QUE ERAM OS COMUNISTAS.
Tudo sobre o clube de Bilderberg é um livro de Daniel Estulin que durante treze anos seguiu este grupo poderoso. A editora é - Publicações Europa América.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Música

Forgiven é a única música que conheço do grupo Withini Tentation. Deste grupo só conheço esta melodia e a voz da sua vocalista que é fresca e encantadora.
Esta música passas regularmente na RFM.
Muitos de nós lamentamo-nos, com razão da crise económica, da tirania dos políticos, da ganância dos senhores do dinheiro, mas se se refugiarem na beleza da natureza e no encanto das artes como a música, o cinema e a literatura verão que ainda vale a pena pertencer a este mundo.