Depois de um Natal que para muitos portugueses foi triste e atribulado, eis que está a bater à porta mais um ano - 2010.
Para mim, o ano que agora termina, 2009, foi globalmente positivo, consegui realizar os meus principais projectos não só a nível literário, mas também na profissão que exerço.
Em 2010, espero manter a saúde e a vida. Em termos profissionais, já seria muito bom se tudo se mantivesse mais ou menos como está neste momento. Do ponto de vista literário, o ano que aí vem, poderá ser melhor que o actual, na medida em que, já no início, até Março, na pior das hipóteses irei lançar o meu próximo livro, um romance intitulado O Pinhal , esperando conseguirando ainda publicar antes do final do ano o meu próximo romance.
A todos os leitores ocasionais ou não deste blog, desejo um feliz 2010 com a realização dos desejos que mais ambiciona e muita saúde, trabalho e alegria.
sábado, 26 de dezembro de 2009
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
A mentira da educação
Peço desculpa às pessoas mais sensíveis a este tema, mas quando eu disse o que disse sobre a educação não foi de ânimo leve, até porque eu tenho estado ligado ao ensino nos últimos anos e não ganho nada em condenar a educação em Portugal. Também não quis dizer que em Portugal todas as crianças ou jovens são maus, aliás neste ano lectivo estou a leccionar várias turmas e à excepção de uma, não considero os meus alunos maleducados, sinto-me portanto um privilegiado, neste momento, em relação a colegas meus.
Acho é inadmissível que se queira desculpabilizar sempre os alunos, pelo seu mau comportamento e/ou falta de aproveitamento, culpando em simultâneo os professores por tudo e por nada, culpabilização essa que por vezes surge da parte dos responsáveis pela educação e até por parte de alguns professores. E qual o castigo para os docentes? A avaliação e o estatuto, para já não falar dos horários de trabalho.
Depois ainda têm surgido economistas, deputados, jornalistas, governantes etc. a criticar ferozmente os docentes, até porque isso, tem estado na moda e é muito popular. Qualquer dia nem sei quem quer ser professor em Portugal, uma vez que já pouco falta para os docentes serem vistos como bandidos.
Com tudo o que se tem dito dos docentes portugueses, até parece que os professores portugueses são os piores do mundo, sendo por conseguinte os culpados da baixa qualificação da generalidade dos portugueses e já agora da crise económica e orçamental que o país tem estado a passar. Esquecem que o pouco interesse das crianças, jovens e adultos pela escola não passa de uma questão cultural. Esquecem que se não houvesse professores ninguém saberia ler, escrever, contar, pensar, etc. Os senhores que criticam odiosamente os docentes esquecem que se não fossem eles, os professores piores do mundo, segundo alguns "os inúteis mais bem pagos do país"; "aqueles que são privilegiados"; os que têm cinco meses de férias", esses senhores críticos não seriam políticos, empresários, economistas, jornalistas, escritores, etc.
Alguém pode considerar privilégio uma docente mãe ser penalizada na carreira por ter filhos ou por ficar em casa a cuidar das doenças dos filhos? Alguém pode atrever-se a considerar privilégio um professor ser penalizado por ter faltado quatro ou cinco dias devido ao luto por um familiar directo? Alguém pode considerar privilégio um professor ter de passar doze e treze horas numa escola em vez de estar algum desse tempo em casa a preparar as aulas e os testes? Só quem não goza de bomsenso não me pode dar razão.
Por causa dos docentes serem tratados como são é que muitos têm abandonado o ensino. Só na escola onde lecciono actualmente, em espaço de um ano foram três jovens professoras contratadas que abandonaram o ensino com grande prejuízo para os alunos. Aquelas três docentes eram pessoas muito educadas não estando, por isso, para se submeter à indisciplina intolerável dos seus alunos. Dá que pensar, sobretudo numa época de crise e com tanto desemprego.
Muitos perguntarão legitimamente: então e o que propõe?
Sem prometer resolver tudo, haveria muitas medidas que poderiam melhorar a qualidade do ensino:
1. A redução do horário dos alunos, sobretudo no terceiro ciclo, para que eles tivessem mais tempo livre até para se poderem dedicar às disciplinas mais importantes, praticar desporto, libertando assim energias que estão acumuladas e, que muitas vezes são gastas dentro da sala de aula.
2. Punir os alunos que não cumpram sistematicamente as regras das escolas, das salas de aula ou que desrespeitem os professores, forçando-os a prestar trabalho comunitário - de acordo com as suas possibilidades físicas e idade - em instituições de solidariedade social que apoiem crianças, idosos, deficientes e pessoas desfavorecidas.
3. Os pais devem prestar mais atenção ao percurso escolar dos seus filhos, ouvindo os professores (directores de turma) e, revistando mochilas, vigiando as imediações das escolas para saber o que se passa junto às escolas, etc.
4. Aos políticos, psicólogos, sociólogos, comentadores, escritores, etc. que vêm para a televisão, rádio, internet e jornais dar a sua opinião, muitas vezes infundada sobre a escola, defendendo os alunos e denegrindo os professore, peço-lhes encarecidamente que reflictam na sociedade que estão a criar. É que um dia destes são as crianças e os jovens que mandam em todos nós e quando isso acontecer é que todos irão ver a crueldade, agressividade e a falta de valores que muitos adolescentes e jovens têm.
É evidente que os pais em casa e os professores na escola é que mandam, independentemente de ser bem ou mal, por isso, há que reforçar a autoridade dos professores na escola e melhorar a imagem do docente na sociedade, tão posta em causa nos últimos anos e, que está a levar ao abandono da profissão por parte de milhares de profissionais experientes e dedicados.
Peço desculpa aos adolescentes e jovens que ainda são íntegros, alguns dos quais são ou foram meus alunos, mas a impunidade para com aqueles que não cumprem as regras de convivência social, escolar ou familiar não pode continuar eternamente, porque caso não não se haja um dia destes teremos a barbárie, a desumanidade, a lei do mais forte. Tem de haver justiça. É verdade que todos têm direito a uma oportunidade, contudo se em vez de a aproveitarem a rejeitarem, poderão não ter direito a uma segunda.
Acho é inadmissível que se queira desculpabilizar sempre os alunos, pelo seu mau comportamento e/ou falta de aproveitamento, culpando em simultâneo os professores por tudo e por nada, culpabilização essa que por vezes surge da parte dos responsáveis pela educação e até por parte de alguns professores. E qual o castigo para os docentes? A avaliação e o estatuto, para já não falar dos horários de trabalho.
Depois ainda têm surgido economistas, deputados, jornalistas, governantes etc. a criticar ferozmente os docentes, até porque isso, tem estado na moda e é muito popular. Qualquer dia nem sei quem quer ser professor em Portugal, uma vez que já pouco falta para os docentes serem vistos como bandidos.
Com tudo o que se tem dito dos docentes portugueses, até parece que os professores portugueses são os piores do mundo, sendo por conseguinte os culpados da baixa qualificação da generalidade dos portugueses e já agora da crise económica e orçamental que o país tem estado a passar. Esquecem que o pouco interesse das crianças, jovens e adultos pela escola não passa de uma questão cultural. Esquecem que se não houvesse professores ninguém saberia ler, escrever, contar, pensar, etc. Os senhores que criticam odiosamente os docentes esquecem que se não fossem eles, os professores piores do mundo, segundo alguns "os inúteis mais bem pagos do país"; "aqueles que são privilegiados"; os que têm cinco meses de férias", esses senhores críticos não seriam políticos, empresários, economistas, jornalistas, escritores, etc.
Alguém pode considerar privilégio uma docente mãe ser penalizada na carreira por ter filhos ou por ficar em casa a cuidar das doenças dos filhos? Alguém pode atrever-se a considerar privilégio um professor ser penalizado por ter faltado quatro ou cinco dias devido ao luto por um familiar directo? Alguém pode considerar privilégio um professor ter de passar doze e treze horas numa escola em vez de estar algum desse tempo em casa a preparar as aulas e os testes? Só quem não goza de bomsenso não me pode dar razão.
Por causa dos docentes serem tratados como são é que muitos têm abandonado o ensino. Só na escola onde lecciono actualmente, em espaço de um ano foram três jovens professoras contratadas que abandonaram o ensino com grande prejuízo para os alunos. Aquelas três docentes eram pessoas muito educadas não estando, por isso, para se submeter à indisciplina intolerável dos seus alunos. Dá que pensar, sobretudo numa época de crise e com tanto desemprego.
Muitos perguntarão legitimamente: então e o que propõe?
Sem prometer resolver tudo, haveria muitas medidas que poderiam melhorar a qualidade do ensino:
1. A redução do horário dos alunos, sobretudo no terceiro ciclo, para que eles tivessem mais tempo livre até para se poderem dedicar às disciplinas mais importantes, praticar desporto, libertando assim energias que estão acumuladas e, que muitas vezes são gastas dentro da sala de aula.
2. Punir os alunos que não cumpram sistematicamente as regras das escolas, das salas de aula ou que desrespeitem os professores, forçando-os a prestar trabalho comunitário - de acordo com as suas possibilidades físicas e idade - em instituições de solidariedade social que apoiem crianças, idosos, deficientes e pessoas desfavorecidas.
3. Os pais devem prestar mais atenção ao percurso escolar dos seus filhos, ouvindo os professores (directores de turma) e, revistando mochilas, vigiando as imediações das escolas para saber o que se passa junto às escolas, etc.
4. Aos políticos, psicólogos, sociólogos, comentadores, escritores, etc. que vêm para a televisão, rádio, internet e jornais dar a sua opinião, muitas vezes infundada sobre a escola, defendendo os alunos e denegrindo os professore, peço-lhes encarecidamente que reflictam na sociedade que estão a criar. É que um dia destes são as crianças e os jovens que mandam em todos nós e quando isso acontecer é que todos irão ver a crueldade, agressividade e a falta de valores que muitos adolescentes e jovens têm.
É evidente que os pais em casa e os professores na escola é que mandam, independentemente de ser bem ou mal, por isso, há que reforçar a autoridade dos professores na escola e melhorar a imagem do docente na sociedade, tão posta em causa nos últimos anos e, que está a levar ao abandono da profissão por parte de milhares de profissionais experientes e dedicados.
Peço desculpa aos adolescentes e jovens que ainda são íntegros, alguns dos quais são ou foram meus alunos, mas a impunidade para com aqueles que não cumprem as regras de convivência social, escolar ou familiar não pode continuar eternamente, porque caso não não se haja um dia destes teremos a barbárie, a desumanidade, a lei do mais forte. Tem de haver justiça. É verdade que todos têm direito a uma oportunidade, contudo se em vez de a aproveitarem a rejeitarem, poderão não ter direito a uma segunda.
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A mentira da educação
A mentira da educação
Pode parecer populismo, insensatez ou indelicadeza da minha parte, mas não é, na medida em que o que se passa actualmente nas escolas e universidades portuguesas é muito grave e, se nada se fizer, poderá tornar-se insuportável.
Recentemente, o Dr. Medina Carreira disse durante uma turtúlia que decorreu no casino da Figueira da Foz que a educação em Portugal é uma mentira. Eu não sou um fervoroso adepto de tudo o que diz o Dr. Medina Carreira, mas não deixo de lhe dar razão em muitos aspectos, julgo até que ele é dos únicos pensadores portugueses.
Portugal tem um grande défice de literacia, tendo também elevados níveis de abandono e insucesso escolar.
No entanto, o que eu ouço da boca dos governantes,pedagogos, confederação de pais, etc é: computadores magalhães, avaliação de professores, quadros interactivos, evitar as reprovações, etc. isto é, um ensino facilitista para os alunos, mas dificílimo para quem é professor ou funcionário de uma escola.
De facto, ninguém fala na indisciplina, este sim o grande problema das escolas, tal como eu já digo no meu livro - Os doze rapazes.
Enquanto não se assumir este problema e não se fizer nada para o combater, tudo irá piorar. Ptaticamente todos os professores do ensino básico têm indisciplina, só que muitos não o assumem e outros dizem que com eles os alunos portam-se bem. Estamos numa época em que existe falta de valores e, para agravar ainda vêm os governantes, adjuvantes govenramentais e pedagogos falar nos direitos dos alunos e dos jovens, o que faz com que muitos deles, com poucos valores e até mal-formados e mal-educados não respeitem os docentes nas escolas e se limitem a ridicularizar sempre que vêem uma pessoa com deficiência, um idoso ou alguém diferente.
A educação e a transmissão de valores deve ser dada em primeiro lugar pelas famílias, uma vez que os docentes são profissionais de ensino, não podendo. por isso, substituir os pais, avós etc.
Além disso, não é fechar os alunos sete e oito horas dentro de uma sala de aula que resolve, isso é populismo para tentar obtrer votos, pois isso serve apenas para demonstrar aos pais que os seus filhos estão ocupados. Os jovens e as crianças também precisam de correr, falar, brncar, conviver, etc e se não lhe dão essa oportunidade nos momentos e locais certos - mesmo nas escolas - recreio, salss de convívio, etc. tentarão fazê-lo nas aulas, porque estão numa idade em que eles precisam de libertar energias.
A primeira função da escola é a aprendizagem de conteúdos de vária ordem, devendo ainda ser um lugar de alegria, de cultura e de respeito e não um lugar onde impera a indisciplina, onde os pais e governantes e a sociedade em geral depositam as crianças e os jovens, desresponsabilizando-se deles e forçando os educadores, docentes e funcionários de acção educativa a desempenharem o papel de pais, psicólogos, assistentes sociais, polícias, juízes, etc. Já quase ninguém fala em aprender, em formar bons cidadãos, com conhecimentos em todas as áreas, interessa é ocupar o tempo das crianças e dos jovens e contribuir para as boas estatísticas aprovando todos os alunos, independentemente deles terem adquirido muitos, poucos ou nenhuns conhecimentos.
Recentemente, o Dr. Medina Carreira disse durante uma turtúlia que decorreu no casino da Figueira da Foz que a educação em Portugal é uma mentira. Eu não sou um fervoroso adepto de tudo o que diz o Dr. Medina Carreira, mas não deixo de lhe dar razão em muitos aspectos, julgo até que ele é dos únicos pensadores portugueses.
Portugal tem um grande défice de literacia, tendo também elevados níveis de abandono e insucesso escolar.
No entanto, o que eu ouço da boca dos governantes,pedagogos, confederação de pais, etc é: computadores magalhães, avaliação de professores, quadros interactivos, evitar as reprovações, etc. isto é, um ensino facilitista para os alunos, mas dificílimo para quem é professor ou funcionário de uma escola.
De facto, ninguém fala na indisciplina, este sim o grande problema das escolas, tal como eu já digo no meu livro - Os doze rapazes.
Enquanto não se assumir este problema e não se fizer nada para o combater, tudo irá piorar. Ptaticamente todos os professores do ensino básico têm indisciplina, só que muitos não o assumem e outros dizem que com eles os alunos portam-se bem. Estamos numa época em que existe falta de valores e, para agravar ainda vêm os governantes, adjuvantes govenramentais e pedagogos falar nos direitos dos alunos e dos jovens, o que faz com que muitos deles, com poucos valores e até mal-formados e mal-educados não respeitem os docentes nas escolas e se limitem a ridicularizar sempre que vêem uma pessoa com deficiência, um idoso ou alguém diferente.
A educação e a transmissão de valores deve ser dada em primeiro lugar pelas famílias, uma vez que os docentes são profissionais de ensino, não podendo. por isso, substituir os pais, avós etc.
Além disso, não é fechar os alunos sete e oito horas dentro de uma sala de aula que resolve, isso é populismo para tentar obtrer votos, pois isso serve apenas para demonstrar aos pais que os seus filhos estão ocupados. Os jovens e as crianças também precisam de correr, falar, brncar, conviver, etc e se não lhe dão essa oportunidade nos momentos e locais certos - mesmo nas escolas - recreio, salss de convívio, etc. tentarão fazê-lo nas aulas, porque estão numa idade em que eles precisam de libertar energias.
A primeira função da escola é a aprendizagem de conteúdos de vária ordem, devendo ainda ser um lugar de alegria, de cultura e de respeito e não um lugar onde impera a indisciplina, onde os pais e governantes e a sociedade em geral depositam as crianças e os jovens, desresponsabilizando-se deles e forçando os educadores, docentes e funcionários de acção educativa a desempenharem o papel de pais, psicólogos, assistentes sociais, polícias, juízes, etc. Já quase ninguém fala em aprender, em formar bons cidadãos, com conhecimentos em todas as áreas, interessa é ocupar o tempo das crianças e dos jovens e contribuir para as boas estatísticas aprovando todos os alunos, independentemente deles terem adquirido muitos, poucos ou nenhuns conhecimentos.
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A mentira da educação
domingo, 8 de novembro de 2009
Os meus livros
Uma vez que sou autor de três pequenos livros, mas praticamente muitas pessoas o desconhecem e tendo em conta que nem todas as livrarias do país possuem os meus livros, decidi, novamente, falar das minhas obras já publicadas.
A vida e os horizontes da mudança - livro com treze contos, cujas temáticas sâo: a natureza, a busca do bem-estar, as viagens, entre outras.
Os doze rapazes - até agora a minha obra mais lida. Trata-se de uma novela que fala de um professor que sofreu por causa de ir trabalhar para longe, tendo sido posteriormente incompreendido pelo presidente do conselho executivo e pela população, para além da indisciplina dos alunos. É uma novela que serve de reflexão sobre a escola actual em Portugal, a indisciplina, as perseguições, a avaliação, o horário dos professores, isto é, uma história que nos pode ajudar a perceber se vale ou ñão a pena ser docente em Portugal. É pura ficção, mas até parece verdade.
Henrique Bexiga e outros contos - é um livro com sete contos, os quais se debruçam essencialmente sobre a temática do abuso de poder, aflorando ainda temas como o desemprego e o sobreendividamento.
Todos estes livros estão à venda na livraria Leitura no Porto e em Viseu, livraria Americana em Leiria e Marinha Grande, Livraria Portugal em Lisboa (Rua do Carmo), Livraria Apolo70 no Campo Pequeno em Lisboa, Livraria Infante no Marina Shopping (Funchal), entre outras livrarias que vendem um, dois ou os três livros, que estão tamhbém à venda no site da editora ecopy para todo o mundo:
http://ecopy.maclafa.pt e pelo e-mail edicoes.ecopy@macalfa.pt
Também tenho alguns exemplares disponíveis para venda, passo factura dos exemplares vendidos.
Em 2010 irá sair o meu primeiro romance, a data exacta e a sessão de lançamento serão oportunamente anunciadas. Ainda em 2010 espero que saia o meu segundo romance.
A vida e os horizontes da mudança - livro com treze contos, cujas temáticas sâo: a natureza, a busca do bem-estar, as viagens, entre outras.
Os doze rapazes - até agora a minha obra mais lida. Trata-se de uma novela que fala de um professor que sofreu por causa de ir trabalhar para longe, tendo sido posteriormente incompreendido pelo presidente do conselho executivo e pela população, para além da indisciplina dos alunos. É uma novela que serve de reflexão sobre a escola actual em Portugal, a indisciplina, as perseguições, a avaliação, o horário dos professores, isto é, uma história que nos pode ajudar a perceber se vale ou ñão a pena ser docente em Portugal. É pura ficção, mas até parece verdade.
Henrique Bexiga e outros contos - é um livro com sete contos, os quais se debruçam essencialmente sobre a temática do abuso de poder, aflorando ainda temas como o desemprego e o sobreendividamento.
Todos estes livros estão à venda na livraria Leitura no Porto e em Viseu, livraria Americana em Leiria e Marinha Grande, Livraria Portugal em Lisboa (Rua do Carmo), Livraria Apolo70 no Campo Pequeno em Lisboa, Livraria Infante no Marina Shopping (Funchal), entre outras livrarias que vendem um, dois ou os três livros, que estão tamhbém à venda no site da editora ecopy para todo o mundo:
http://ecopy.maclafa.pt e pelo e-mail edicoes.ecopy@macalfa.pt
Também tenho alguns exemplares disponíveis para venda, passo factura dos exemplares vendidos.
Em 2010 irá sair o meu primeiro romance, a data exacta e a sessão de lançamento serão oportunamente anunciadas. Ainda em 2010 espero que saia o meu segundo romance.
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
Compre o que é nosso
Numa altura de crise em que as falências e o desemprego são notícia obrigatória nos meios de comunicação social e no dia-a-dia das conversas de café ou de rua, o melhor que se poderá pedir a todos os portugueses é mais um esforço. - Compre o que é nosso.
Em Portugal produz-se calçado de qualidade, têxteis, vinho, azeite, fruta legumes e mesmo alguma tecnologia, então porque não adquirir o que pertence a todos nós, pelo menos é propriedade de empresários portugueses, produzido por trabalhadores portugueses, transportado e vendido por portugueses.
Se produzimos bens ou serviços, incluindo o turismo, de qualidade, porque não os consumimos nós, ainda que isso implique mais alguns euros de gasto ao fim do ano.
Pessoalmente, nada tenho contra aos produtos estrangeiros, aliás até consumo alguns, mas se houver opção de escolha, sendo a qualidade igual e não diferindo muito no preço, prefiro comprar o que é nosso. É que ao comprarmos o que é de outros países estamos a enriquecer esses países e a empobrecer Portugal, porque é dinheiro que sai de cá e estamos a contribuir para o aumento do desemprego e do encerramento das poucas empresas que temos.
A exportação é importante, mas não resolve os nossos problemas todos, além disso se a Alemanha, Inglaterra, Espanha, China, Índia, etc. inundam o nosso mercado com os produtos deles, tendo por objectivo vender o máximo em Portugal. Eu não acredito que eles nos queiram ajudar, comprando o que é nosso, andamos sim é a trabalhar para o bem deles.
Qualquer código de barras, cujos três últimos dígitos são o 560, é produto nacional, por isso, devemos dar-lhe prioridade na compra, ainda mais agora que se aproxima o Natal e o fim do ano.
Em Portugal produz-se calçado de qualidade, têxteis, vinho, azeite, fruta legumes e mesmo alguma tecnologia, então porque não adquirir o que pertence a todos nós, pelo menos é propriedade de empresários portugueses, produzido por trabalhadores portugueses, transportado e vendido por portugueses.
Se produzimos bens ou serviços, incluindo o turismo, de qualidade, porque não os consumimos nós, ainda que isso implique mais alguns euros de gasto ao fim do ano.
Pessoalmente, nada tenho contra aos produtos estrangeiros, aliás até consumo alguns, mas se houver opção de escolha, sendo a qualidade igual e não diferindo muito no preço, prefiro comprar o que é nosso. É que ao comprarmos o que é de outros países estamos a enriquecer esses países e a empobrecer Portugal, porque é dinheiro que sai de cá e estamos a contribuir para o aumento do desemprego e do encerramento das poucas empresas que temos.
A exportação é importante, mas não resolve os nossos problemas todos, além disso se a Alemanha, Inglaterra, Espanha, China, Índia, etc. inundam o nosso mercado com os produtos deles, tendo por objectivo vender o máximo em Portugal. Eu não acredito que eles nos queiram ajudar, comprando o que é nosso, andamos sim é a trabalhar para o bem deles.
Qualquer código de barras, cujos três últimos dígitos são o 560, é produto nacional, por isso, devemos dar-lhe prioridade na compra, ainda mais agora que se aproxima o Natal e o fim do ano.
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Compre o que é nosso
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
José Saramago
A propósito do seu último Cain e das afirmações sobre a Bíblia e Deus feitas por este escritor português, talvez o melhor ou seguranmente dos melhores de sempre, sou um dos muitos que lamento a forma como alguns membros da Igeja Católica comentaram as afirmações do escriotr.
Em Portugal, muita gente suporta mal a ideia, que para mim não passa de um preconceito, segundo a qual José Saramago é um escritor famoso, mas ateu e comunista. Para mim não vem daí mal ao mundo, aliás até o admiro, pela sua coragem de dizer frontalmente o que pensa.
Não partilho das ideias de José Saramgao, até porque sou politicamente independente e acredito em Deus, mas sou dos primeiros a reconhecer que na Bíblia nem tudo é bom, pois as catástrofes, os castigos de Deus, os insestos, as guerras e o sofrimento adornam grande parte do antigo testamento.
Além disso, a Bíblia não pode ser lida à letra, isto é, não se pode fazer uma leitura literal, na Bíblia existem muitas figuras de estilo, parábolas, lenadas, etc.
Finalmente, muitos dos que criticam Saramago pelas suas opiniões nem sequer leram este ou os romances anteriores dele que não passam de ficção, logo literatura, algo de irreal e de inventado, por isso, não percebo o nervosismo dos clérigos e de muitos dos seus seguidores.
Lamento que pessoas com responsabilidades públicas como a de um eurodeputado do PSD afirmem que Saramago deveria renunciar à nacionalidade portuguesa. Existe muito boa gente que é contra à liberdade de expressão, como este caso que referi, para quem escritores só poderiam ser meia-dúzia de iluminados da praça pública, os quais se limitariam a escre3ver obras literárias ou não onde falassem de Deus, flores, amores e desamores, casas, bancos, bolsas de valores, carros, dinheiro, economia e a melhor forma de torturar os outros, obrigando-os a trabalhar sem tréguas, auferindo pouco ou nada.
Felizmente que existe coragem de alguns, poucos cidadãos, que como Saramago não temem as consequências futuras por causa daquilo que dizem no presente.
Em Portugal, muita gente suporta mal a ideia, que para mim não passa de um preconceito, segundo a qual José Saramago é um escritor famoso, mas ateu e comunista. Para mim não vem daí mal ao mundo, aliás até o admiro, pela sua coragem de dizer frontalmente o que pensa.
Não partilho das ideias de José Saramgao, até porque sou politicamente independente e acredito em Deus, mas sou dos primeiros a reconhecer que na Bíblia nem tudo é bom, pois as catástrofes, os castigos de Deus, os insestos, as guerras e o sofrimento adornam grande parte do antigo testamento.
Além disso, a Bíblia não pode ser lida à letra, isto é, não se pode fazer uma leitura literal, na Bíblia existem muitas figuras de estilo, parábolas, lenadas, etc.
Finalmente, muitos dos que criticam Saramago pelas suas opiniões nem sequer leram este ou os romances anteriores dele que não passam de ficção, logo literatura, algo de irreal e de inventado, por isso, não percebo o nervosismo dos clérigos e de muitos dos seus seguidores.
Lamento que pessoas com responsabilidades públicas como a de um eurodeputado do PSD afirmem que Saramago deveria renunciar à nacionalidade portuguesa. Existe muito boa gente que é contra à liberdade de expressão, como este caso que referi, para quem escritores só poderiam ser meia-dúzia de iluminados da praça pública, os quais se limitariam a escre3ver obras literárias ou não onde falassem de Deus, flores, amores e desamores, casas, bancos, bolsas de valores, carros, dinheiro, economia e a melhor forma de torturar os outros, obrigando-os a trabalhar sem tréguas, auferindo pouco ou nada.
Felizmente que existe coragem de alguns, poucos cidadãos, que como Saramago não temem as consequências futuras por causa daquilo que dizem no presente.
terça-feira, 20 de outubro de 2009
O Tesouro
O Tesouro é um dos contos de Eça de Queiroz.
Em Medranhos havia três irmãos fidalgos, mas que eram os mais famintos e remendados, ou seja, os mais falidos do Reino das Astúrias. Eis que num domingo de Primavera pela manhã enquanto caçavam na mata de Roquelanes, quando inesperadamente descobrem um cofre de ferro com três chaves em três fechaduras.
A decadência económica e a degradação moral não permitiu a partilha daquele bem pelos três fidalgos, surgindo logo a cobiça, a ganância, o desejo de ficar com o tesouro todo só para si.
O que acontecerá aquelas três personagens? Será que alguma é excepção aqueles sentimentos tão primários para qualquer ser humano. Para quem ler o conto, rapidamente se aperceberá do desenlace trágico do mesmo.
Em Medranhos havia três irmãos fidalgos, mas que eram os mais famintos e remendados, ou seja, os mais falidos do Reino das Astúrias. Eis que num domingo de Primavera pela manhã enquanto caçavam na mata de Roquelanes, quando inesperadamente descobrem um cofre de ferro com três chaves em três fechaduras.
A decadência económica e a degradação moral não permitiu a partilha daquele bem pelos três fidalgos, surgindo logo a cobiça, a ganância, o desejo de ficar com o tesouro todo só para si.
O que acontecerá aquelas três personagens? Será que alguma é excepção aqueles sentimentos tão primários para qualquer ser humano. Para quem ler o conto, rapidamente se aperceberá do desenlace trágico do mesmo.
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O Tesouro de Eça de Queiroz
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