Caros leitores,
Leiam, se quiserem, o que na Rússia se escreve sobre nós.
É um diagnóstico muito bem feito e está na linha do que eu tenho dito aqui nos últimos anos.
Journal Pravda - Ru
"Se esquecermos que ainda este fim de semana foi realizada a maior feira internacional do LUXO do mundo em Moscovo, e que actualmente (e anteriormente) não são o melhor modelo económico a seguir, se existe capitalismo desenfreado no mundo a Rússia e a China serão o melhor exemplo disso actualmente, mas esquecendo esses pequenos grandes factos, o que está escrito tem algo para pensar.
Até na longínqua Rússia se fazem melhores análises do que se cá passa, do que nós mesmos conseguimos fazer; é triste, mas é verdade!
Jornal Russo Pravda.ru escreve 4 páginas sobre Portugal
por Joao Martins a Quarta-feira, 20 de Outubro de 2010 às 14:05
" Foram tomadas medidas draconianas esta semana em Portugal pelo Governo liberal de José Sócrates, um caso de um outro governo de centro-direita pedindo ao povo Português a fazer sacrifícios, um apelo repetido vezes sem fim a esta nação trabalhadora, sofredora, historicamente deslizando cada vez mais no atoleiro da miséria.
E não é porque eles serem portugueses.
Vá ao Luxemburgo, que lidera todos os indicadores socioeconómicos, e você vai descobrir que doze por cento da população é português, o povo que construiu um império que se estendia por quatro continentes e que controlava o litoral desde Ceuta, na costa atlântica, tornando a costa africana até ao Cabo da Boa Esperança, a costa oriental da África, no Oceano Índico, o Mar Arábico, o Golfo da Pérsia, a costa ocidental da Índia e Sri Lanka. E foi o primeiro povo europeu a chegar ao Japão....e Austrália.
Esta semana, o Primeiro Ministro José Sócrates lançou uma nova onda dos seus pacotes de austeridade, corte de salários e aumento do IVA, mais medidas cosméticas tomadas num clima de política de laboratório por académicos arrogantes e altivos desprovidos de qualquer contacto com o mundo real, um esteio na classe política elitista Português no Partido Social Democrata e Partido Socialista, gangorras de má gestão política que têm assolado o país desde anos 80.
O objectivo? Para reduzir o défice. Por quê?
Porque a União Europeia assim o diz. Mas é só a UE?
Não, não é. O maravilhoso sistema em que a União Europeia deixou-se a ser sugado é aquele em que a agências de Ratings, Fitch, Moody's e Standard and Poor's, baseadas nos estados unidos da América (onde havia de ser?) virtual fisicamente controlam as políticas fiscais, económicas e sociais dos Estados-Membros da União Europeia através da atribuição das notações de crédito.
Com amigos como estes organismos, e Bruxelas, quem precisa de inimigos? Sejamos honestos. A União Europeia é o resultado de um pacto forjado por uma França tremente e com medo, apavorada com a Alemanha depois que suas tropas invadiram seu território três vezes em setenta anos, tomando Paris com facilidade, não só uma vez mas duas vezes, e por uma astuta Alemanha ansiosa para se reinventar após os anos de pesadelo de Hitler. França tem a agricultura, a Alemanha ficou com os mercados para sua indústria.
E Portugal? Olhem para as marcas de automóveis novos conduzidos por motoristas particulares para transportar exércitos de "assessores" (estes parecem ser imunes a cortes de gastos) e adivinhem de qual país eles vêm? Não, eles não são Peugeot e Citroen ou Renault. Eles são Mercedes e BMWs. Topo-de-gama, é claro.
Os sucessivos governos formados pelos dois principais partidos, PSD (Partido Social Democrata, direita) e PS (Socialista, de centro), têm sistematicamente jogado os interesses de Portugal e dos portugueses pelo esgoto abaixo, destruindo sua agricultura (agricultores portugueses são pagos para não produzir) e sua indústria (desapareceu) e sua pesca (arrastões espanhóis em águas lusas), a troco de quê?
O quê é que as contra-partidas renderam, a não ser a aniquilação total de qualquer possibilidade de criar emprego e riqueza em uma base sustentável?
Aníbal Cavaco Silva, agora Presidente, mas primeiro-ministro durante uma década, entre 1985 e 1995, anos em que estavam despejando bilhões através das suas mãos a partir dos fundos estruturais e do desenvolvimento da UE, é um excelente exemplo de um dos melhores políticos de Portugal. Eleito fundamentalmente porque ele éconsiderado "sério" e "honesto" (em terra de cegos, quem vê é rei), como se isso fosse um motivo para eleger um líder (que só em Portugal, é) e como se a maioria dos restantes políticos (PSD/PS) fossem um bando de sanguessugas e parasitas inúteis (que são), ele é o pai do défice público em Portugal e o campeão de gastos públicos.
A sua "política de betão" foi bem concebida, mas como sempre, mal planeada, o resultado de uma inepta, descoordenada e, às vezes inexistente localização no modelo governativo do departamento do Ordenamento do Território, vergado, como habitualmente, a interesses investidos que sugam o país e seu povo.
Uma grande parte dos fundos da UE foram canalizadas para a construção de pontes e auto-estradas para abrir o país a Lisboa, facilitando o transporte interno e fomentando a construção de parques industriais nas cidades do interior para atrair a grande parte da população que assentava no litoral.
O resultado concreto, foi que as pessoas agora tinham os meios para fugirem do interior e chegar ao litoral ainda mais rápido. Os parques industriais nunca ficaram repletos e as indústrias que foram criadas, em muitos casos já fecharam
Uma grande percentagem do dinheiro dos contribuintes da UE vaporizou em empresas e esquemas fantasmas. Foram comprados Ferraris. Foram encomendados Lamborghini. Maserati. Foram organizadas caçadas de javali em Espanha. Foram remodeladas casas particulares. O Governo e Aníbal Silva ficou a observar, no seu primeiro mandato, enquanto o dinheiro foi desperdiçado. No seu segundo mandato, Aníbal Silva ficou a observar os membros do seu governo a perderem o controle e a participarem. Então, ele tentou desesperadamente distanciar-se do seu próprio partido político. E ele é um dos melhores.
Depois de Aníbal Silva veio o bem-intencionado e humanitário, António Guterres (PS), um excelente Alto Comissário para os Refugiados e um candidato perfeito para Secretário-Geral da ONU, mas um buraco negro em termos de (má) gestão financeira. Ele foi seguido pelo diplomata excelente, mas abominável primeiro-ministro José Barroso (PSD) (agora Presidente da Comissão da EU, "Eu vou ser primeiro-ministro, só que não sei quando") que criou mais problemas com seu discurso do que ele resolveu, passou a batata quente para Pedro Lopes ( PSD), que não tinha qualquer hipótese ou capacidade para governar e não viu a armadilha. Resultando em dois mandatos de José Sócrates; um Ministro do Ambiente competente, que até formou um bom governo de maioria e tentou corajosamente corrigir erros anteriores. Mas foi rapidamente asfixiado por interesses instalados.
Agora, as medidas de austeridade apresentadas por este primeiro-ministro, são o resultado da sua própria inépcia para enfrentar esses interesses, no período que antecedeu a última crise mundial do capitalismo (aquela em que os líderes financeiros do mundo foram buscar três triliões de dólares de um dia para o outro para salvar uma mão cheia de banqueiros irresponsáveis, enquanto nada foi produzido para pagar pensões dignas, programas de saúde ou projectos de educação).
E, assim como seus antecessores, José Sócrates, agora com minoria, demonstra falta de inteligência emocional, permitindo que os seus ministros pratiquem e implementem políticas de laboratório, que obviamente serão contra-producentes. Pravda.Ru entrevistou 100 funcionários, cujos salários vão ser reduzidos. Aqui estão os resultados:
Eles vão cortar o meu salário em 5%, por isso vou trabalhar menos (94%). Eles vão cortar o meu salário em 5%, por isso vou fazer o meu melhor para me aposentar cedo, mudar de emprego ou abandonar o país (5%) Concordo com o sacrifício (1%) Um por cento. Quanto ao aumento dos impostos, a reacção imediata será que a economia encolhe ainda mais enquanto as pessoas começam a fazer reduções simbólicas, que multiplicado pela população de Portugal, 10 milhões, afectará a criação de postos de trabalho, implicando a obrigatoriedade do Estado a intervir e evidentemente enviará a economia para uma segunda (e no caso de Portugal, contínua) recessão. Não é preciso ser cientista de física quântica para perceber isso. O idiota e avançado mental que sonhou com esses esquemas, tem resultados num pedaço de papel, onde eles vão ficar. É verdade, as medidas são um sinal claro para as agências de ratings que o Governo de Portugal está disposto a tomar medidas fortes, mas à custa, como sempre, do povo português. Quanto ao futuro, as pesquisas de opinião providenciam uma previsão de um retorno para o PSD, enquanto os partidos de esquerda (Bloco de Esquerda e Partido Comunista Português) não conseguem convencer o eleitorado de suas ideias e propostas.
Só em Portugal, a classe elitista dos políticos PSD/PS seria capaz de punir o povo por se atrever a ser independente. Essa classe, enviou os interesses de Portugal no ralo, pediu sacrifícios ao longo de décadas, não produziu nada e continuou a massacrar o povo com mais castigos. Esses traidores estão levando cada vez mais portugueses a questionarem se deveriam ter sido assimilados há séculos, pela Espanha. Que convidativo, o ditado português "Quem não está bem, que se mude". Certo, bem longe de Portugal, como todos os que possam, estão fazendo. Bons estudantes a jorrarem pelas fronteiras fora. Que comentário lamentável para um país maravilhoso, um povo fantástico, e uma classe política abominável."
Timothy Bancroft-Hinchey
Pravda.Ru
quarta-feira, 9 de março de 2011
domingo, 9 de janeiro de 2011
Não votem em Cavaco Silva
Desta vez não irei indicar nenhum candidato, muito embora já tenha o meu voto definido e saiba que existem bastantes diferenças entre eles.
Ao longo destes cinco anos, Cavaco Silva nao interveio quando devia, nada disse sobre a gestão ruinosa do BPN, nada disse sobre o sufoco económico, nunca tomou posição sbre a contestação dos funcionários públicos e a revolta dos professores.
Foram cinco anos em que se opõs a medidas progressistas, tendo pelo contrário defendido a caridade para com os pobres, deficientes e outros excluídos, medidas assistencialistas feitas pelas IPSS à semelhança do que já se fazia na Idade Média. ao invés nunca o vi defender serviços públicos de qualidade para todos.
Foram cinco anos de cooperação estratégica com as políticas desastrosas deste governo, mas agora já o critica e as suas palavras na Região Autónoma da Madeira deixam antever que a luz ao fundo do túnel daqui a não muito tempo não será mais do que a destituição deste governo para provocar eleições antecipadas, unicamente com a ideia de colocar lá um governo PSD/CDS.
Desde o final dos anos setenta que a direita portuguesa sempre aspirou ao pleno poder: um governo, uma maioria, um presidente. A direita sempre pretendeu acabar com os serviços públicos, liberalizar totalmente os despedimentos e criar uma sociedade dual, com uma classe de privilegiados, ricos e uma - a maioria - de pobres, trabalhadores que estariam impedidos para sempre de ascender socialmente.
Esta fase de crise e a possibilidade do FMI chegar a Portugal fariam com que a direita estivesse no poder, pudesse fazer aquilo que nunca conseguiu até hooje.
Além disso, o Cavaco é o Cavaco, foi ele e o seu ministro, o santinho do BPN, Dias Loureiro; que mandaram bater aos estudantes que lutavam contra às propinas e depois ainda lhes chamaram geração rasca. Foi ele e os seus bons ministros que reprimiram uma populaçao inteira na Ponte 25 de Abril, usando mesmo fogo real sobre a população, o que aconteceu pela primeira vez desde o 25 de Abril. foi no seu reinado de dez anos que o despesismo público aumentou, Foi no tempo dele que as desigualdades sociais se aprofundaram drasticamente, tendo aparecido de dia para dia numerosos excluídos.
Vão por mim, não votem em Cavaco Silva, ele já esteve muito tempo no poder, vamos dar a vez a outro. Não é com Cavaco Silva que a crise se vai embora. Os outros não irão fazer milagres, mas Cavaco Silva também não, ele que nem uma palavra de condenação para com os agiotas dos especuladores internacionais.
Ao longo destes cinco anos, Cavaco Silva nao interveio quando devia, nada disse sobre a gestão ruinosa do BPN, nada disse sobre o sufoco económico, nunca tomou posição sbre a contestação dos funcionários públicos e a revolta dos professores.
Foram cinco anos em que se opõs a medidas progressistas, tendo pelo contrário defendido a caridade para com os pobres, deficientes e outros excluídos, medidas assistencialistas feitas pelas IPSS à semelhança do que já se fazia na Idade Média. ao invés nunca o vi defender serviços públicos de qualidade para todos.
Foram cinco anos de cooperação estratégica com as políticas desastrosas deste governo, mas agora já o critica e as suas palavras na Região Autónoma da Madeira deixam antever que a luz ao fundo do túnel daqui a não muito tempo não será mais do que a destituição deste governo para provocar eleições antecipadas, unicamente com a ideia de colocar lá um governo PSD/CDS.
Desde o final dos anos setenta que a direita portuguesa sempre aspirou ao pleno poder: um governo, uma maioria, um presidente. A direita sempre pretendeu acabar com os serviços públicos, liberalizar totalmente os despedimentos e criar uma sociedade dual, com uma classe de privilegiados, ricos e uma - a maioria - de pobres, trabalhadores que estariam impedidos para sempre de ascender socialmente.
Esta fase de crise e a possibilidade do FMI chegar a Portugal fariam com que a direita estivesse no poder, pudesse fazer aquilo que nunca conseguiu até hooje.
Além disso, o Cavaco é o Cavaco, foi ele e o seu ministro, o santinho do BPN, Dias Loureiro; que mandaram bater aos estudantes que lutavam contra às propinas e depois ainda lhes chamaram geração rasca. Foi ele e os seus bons ministros que reprimiram uma populaçao inteira na Ponte 25 de Abril, usando mesmo fogo real sobre a população, o que aconteceu pela primeira vez desde o 25 de Abril. foi no seu reinado de dez anos que o despesismo público aumentou, Foi no tempo dele que as desigualdades sociais se aprofundaram drasticamente, tendo aparecido de dia para dia numerosos excluídos.
Vão por mim, não votem em Cavaco Silva, ele já esteve muito tempo no poder, vamos dar a vez a outro. Não é com Cavaco Silva que a crise se vai embora. Os outros não irão fazer milagres, mas Cavaco Silva também não, ele que nem uma palavra de condenação para com os agiotas dos especuladores internacionais.
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Não votem em Cavaco Silva
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
2011
Aproveito a véspera de um novo ano para desejar a todos os leitores um excelente 2011. Sabemos que não irá ser um ano fácil em Portugal e em boa parte do mundo, Resta-nos a esperança que estes tempos muito difíceis para todos nos tragam Europa incluída, mas de momento pouco se poderá fazer sem ser aguentar a dura situação em que nos puseram intencionalmente.
Resta-nos a esperança de dias melhores, mas para tal alguma coisa temos de fazer, lutar epara tentar alterar a situação.
Pela minha parte continuarei a trabalhar para o novo livro que irá sair lá para meados do ano, o qual espero vir a dar que falar. De resto irei continuar a lutar por dias melhores, trabalhando, estudando, etc.
Bom 2011. Não caiam no desânimo.
Resta-nos a esperança de dias melhores, mas para tal alguma coisa temos de fazer, lutar epara tentar alterar a situação.
Pela minha parte continuarei a trabalhar para o novo livro que irá sair lá para meados do ano, o qual espero vir a dar que falar. De resto irei continuar a lutar por dias melhores, trabalhando, estudando, etc.
Bom 2011. Não caiam no desânimo.
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
Greve Geral
Este fim-de-.semana, assistimos em Portugal a mais um episódio trieste da nossa história, a cimeira da NATO, uma organização militarista.
Para que tudo corresse bem e não houvesse nenhuma surpresa desagradável, as forças de segurança estiveram em Lisboa, condicionou-se o trânsito para que os senhores da guerra passassem e até se deu tolerância de ponto, quem diria, aos funcionários públicos que trabalham em Lisboa,eles que têm sido apelidados de "malandros", melhor dizendo pouco produtivos e sorvedores dos dinheiros públicos, porque ganham um bom salário e estão no quadro.
É uma vergonha, um país que tem passado, está a passar e passará ainda mais por enormes dificuldades, dar-se ao luxo de gastar milhões de euros dos nossos impostos em cimeiras da NATO. Pior do que esta só a cimeira da vergonha na ilha Terceira nos Açores em que Durão Barroso serviu de porteiro a um grupo de invasores do Iraque, na época um país governado por um ditador, mas um país soberano.
Quarta-feira, irá haver greve geral, a qual em princípio irá ser muito participada, mas nesse dia ou no seguinte já virão os governantes e os adjuvantes do PSD dizer que o país não pode suportar greves por causa da situaç~
ao em que está.
Este governo e os seus apoiantes do PSD que estão à espera de ir para o poder fazer ainda pior, querem tornar-nos escravos, acefalos, estúpidos, para assim nos porem na mise´ria, dependentes deles e nos irem matando aos poucos.
Apenas aqui quero deixar um conselho, não deiam credibilidade ao que esses governantes ou apoiantes do PS ou do PSD dizem, porque eles e só eles froram os grandes responsáveis pela situação muito grave que estamos a viver.
O governo Português e os outros governos da Europa andam empenhados em defender um defunto que se chama União Europeia e um idolo que se chama dinheiro, mas dentro de pouco tempo irão perceber que o seu projecto falhou, a prová-lo estão já os casos da Grécia,Irlanda, Portugal e Espanha, escusavam era de nos obrigar a tantas e tantas provações, porque afinal nós merecemos mais e melhor que esta situação para a qual nos estão a empurrrar.
Para que tudo corresse bem e não houvesse nenhuma surpresa desagradável, as forças de segurança estiveram em Lisboa, condicionou-se o trânsito para que os senhores da guerra passassem e até se deu tolerância de ponto, quem diria, aos funcionários públicos que trabalham em Lisboa,eles que têm sido apelidados de "malandros", melhor dizendo pouco produtivos e sorvedores dos dinheiros públicos, porque ganham um bom salário e estão no quadro.
É uma vergonha, um país que tem passado, está a passar e passará ainda mais por enormes dificuldades, dar-se ao luxo de gastar milhões de euros dos nossos impostos em cimeiras da NATO. Pior do que esta só a cimeira da vergonha na ilha Terceira nos Açores em que Durão Barroso serviu de porteiro a um grupo de invasores do Iraque, na época um país governado por um ditador, mas um país soberano.
Quarta-feira, irá haver greve geral, a qual em princípio irá ser muito participada, mas nesse dia ou no seguinte já virão os governantes e os adjuvantes do PSD dizer que o país não pode suportar greves por causa da situaç~
ao em que está.
Este governo e os seus apoiantes do PSD que estão à espera de ir para o poder fazer ainda pior, querem tornar-nos escravos, acefalos, estúpidos, para assim nos porem na mise´ria, dependentes deles e nos irem matando aos poucos.
Apenas aqui quero deixar um conselho, não deiam credibilidade ao que esses governantes ou apoiantes do PS ou do PSD dizem, porque eles e só eles froram os grandes responsáveis pela situação muito grave que estamos a viver.
O governo Português e os outros governos da Europa andam empenhados em defender um defunto que se chama União Europeia e um idolo que se chama dinheiro, mas dentro de pouco tempo irão perceber que o seu projecto falhou, a prová-lo estão já os casos da Grécia,Irlanda, Portugal e Espanha, escusavam era de nos obrigar a tantas e tantas provações, porque afinal nós merecemos mais e melhor que esta situação para a qual nos estão a empurrrar.
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
Mestrado
Ao longo da minha vida, sempre me meti em aventuras, algumas arriscadas. A última dessas aventura foi o mesrtado em Reabilitação na Especialidade de Deficiência Visual, na Faculdade de Motricidade Humana da Universidade Técnica de Lisboa.
Apesar de nas últimas décadas se terem registado muitos progressos na integração das pessoas com deficiência, a actual e grave situação do país irá, certamente, obrigar ao retrocesso no apoio e integração das pessoas com deficiência em geral, inclusivé dos deficientes visuais.
Se as minorias com poder económico e financeiro se continuam a impor perante o poder político e a sociedade para manterem os seus direitos, as restantes minorias verão a sua qualidade de vida drasticamente reduzida, em nome do país, da redução do défice e em prol dos "tubarões" financeiros e económicos que por aí andam a explorar até ao fim os mais débeis da sociedade.
Ser cego ou portador de baixa visão não é o fim da estrada, nem o fim do mundo, mas requer apoios específicos e uma reabilitação adequada e esta tem custos.
Apesar dos preconceitos que ainda imperam em grande parte da nossa sociedade, muitas vezes por parte de pessoas economicamente, academicamente e culturalmente bem reputadas, a pessoa com deficiência visual em geral, luta, reiste e vence as adversidades, conseguindo alguns triunfos a nível da participação social e da integração profissional nos campos das telecomunicações, informa´tica, psicologia, artesanato, artes, advocacia e ensino.
Cada vez haverá mais pessoas com deficiênciaa visual: são os partos prematuros, os aidentes dos jovens, a diabetes, o envelhecimento da população, etc. será necessa´rio quem traballhe com essas pessoas, mas para isso, será necessário formação adequada e essa só instituições do ensino superior especializado poderão fazer não é qualquer tasca da esquina.
Apesar de nas últimas décadas se terem registado muitos progressos na integração das pessoas com deficiência, a actual e grave situação do país irá, certamente, obrigar ao retrocesso no apoio e integração das pessoas com deficiência em geral, inclusivé dos deficientes visuais.
Se as minorias com poder económico e financeiro se continuam a impor perante o poder político e a sociedade para manterem os seus direitos, as restantes minorias verão a sua qualidade de vida drasticamente reduzida, em nome do país, da redução do défice e em prol dos "tubarões" financeiros e económicos que por aí andam a explorar até ao fim os mais débeis da sociedade.
Ser cego ou portador de baixa visão não é o fim da estrada, nem o fim do mundo, mas requer apoios específicos e uma reabilitação adequada e esta tem custos.
Apesar dos preconceitos que ainda imperam em grande parte da nossa sociedade, muitas vezes por parte de pessoas economicamente, academicamente e culturalmente bem reputadas, a pessoa com deficiência visual em geral, luta, reiste e vence as adversidades, conseguindo alguns triunfos a nível da participação social e da integração profissional nos campos das telecomunicações, informa´tica, psicologia, artesanato, artes, advocacia e ensino.
Cada vez haverá mais pessoas com deficiênciaa visual: são os partos prematuros, os aidentes dos jovens, a diabetes, o envelhecimento da população, etc. será necessa´rio quem traballhe com essas pessoas, mas para isso, será necessário formação adequada e essa só instituições do ensino superior especializado poderão fazer não é qualquer tasca da esquina.
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
A Casa dos Espíritos de Isabel Allende
Uma família, três gerações, Clara, Blanca e Alba. Todas estas gerações tiveram em comum a vida de Estevan Trueba, marido de Clara, pai de Blanca e avô de alba.
O mais surpreendente neste livro é o retrato social do Chile de grande parte do século XX, incluindo a passagem pelo poder de Salvador Allende, a sua deposição e a tomada do poder pelo ditador, repressor e destruidor de vidas humanas Augusto Pinochêt, que tomando o poder ilegalmente, ao contrário do seu antecessor, tomou o poder não através de eleições, mas sim através de uma revolta militar. Militares que o passaram a apoiar na execução do seu plano maquiavélico.
O mais surpreendente neste livro é o retrato social do Chile de grande parte do século XX, incluindo a passagem pelo poder de Salvador Allende, a sua deposição e a tomada do poder pelo ditador, repressor e destruidor de vidas humanas Augusto Pinochêt, que tomando o poder ilegalmente, ao contrário do seu antecessor, tomou o poder não através de eleições, mas sim através de uma revolta militar. Militares que o passaram a apoiar na execução do seu plano maquiavélico.
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A Casa dos Espíritos de Isabel Allende
domingo, 17 de outubro de 2010
Cain de José Saramago
Cain foi o último livro de Josum casal de cada espécie animal se salvaram.
O que Saramago faz é uma reescrita da bíblia, mas ridicularizando a figura de Deus, considereando-o apenas um homem. é Saramago, cuja polémica causada, sobretudo pela igreja católica não deixou ninguém indiferente.
A história baseia-se no primeiro livro b´´da bíblia, os Génisis, o qual relata a a criação do mundo por Deus em sete dias, os primeiros seres humanos existentes na terra, os castigos de Deus por causa das maldades dos homens, incluindo o dilúvio universal em que apenas Noé, a sua família e um par de cada espécie animal.
O que Saramago fez foi uma reescrita de parte dos Génisis, na qual Deus é uma figura ridicularizada e tornada igual a um ser humano. além disso, é feito o contraponto entre Adão e Eva, segundo o livro dos Géneisis, o primeiro casal sobre a terra, criado por Deus e os outros seres humanos que povoavam a terra, fruto da evolução natural da vida e do ser humano na terra.
Adâo e Eva tiveram dois filhos, tendo Caim, matado o irmão, Abel, por ciúmes, recebendo por isso como castigo de Deus o vaguear pela terra sem destino. Cain começa então a viajar no tempo, visitando todos os locais e situações em que os homens foram castigados por Deus.
O final do livro revela-nos talvez uma faceta de José Saramago, a sua religiosidade e a sua busca incessante por Deus, Deus esse que, provavelmente, ele nunca conseguiu encontr.
A discussão sem fim entre Cain e Deus, fruto da inimizade entre ambos, representa, a meu ver, o desentendimento eterno, o afastamento, o desentendimento que sempre existiu entre Deus e os homens, ao ponto de haver entre ambos objectivos diferentes para o mundo. José Saramago intitulava-se ateu, mas ele procurava Deus, o seu Deus, a sua dimensão divina, talvez não fosse exactamente a imagem de Deus bíblico ou aquele que as diferentes igrejas os sempre nos quiseram dar.
é um livro que aconselho a qualquer pessoa. Devemos semre ler com espírito crítico, até porque se trata de literatura, aliás nem achei nada de perverso no livro, apenas uma interpretação e uma criação literária. Boas leituras.
O que Saramago faz é uma reescrita da bíblia, mas ridicularizando a figura de Deus, considereando-o apenas um homem. é Saramago, cuja polémica causada, sobretudo pela igreja católica não deixou ninguém indiferente.
A história baseia-se no primeiro livro b´´da bíblia, os Génisis, o qual relata a a criação do mundo por Deus em sete dias, os primeiros seres humanos existentes na terra, os castigos de Deus por causa das maldades dos homens, incluindo o dilúvio universal em que apenas Noé, a sua família e um par de cada espécie animal.
O que Saramago fez foi uma reescrita de parte dos Génisis, na qual Deus é uma figura ridicularizada e tornada igual a um ser humano. além disso, é feito o contraponto entre Adão e Eva, segundo o livro dos Géneisis, o primeiro casal sobre a terra, criado por Deus e os outros seres humanos que povoavam a terra, fruto da evolução natural da vida e do ser humano na terra.
Adâo e Eva tiveram dois filhos, tendo Caim, matado o irmão, Abel, por ciúmes, recebendo por isso como castigo de Deus o vaguear pela terra sem destino. Cain começa então a viajar no tempo, visitando todos os locais e situações em que os homens foram castigados por Deus.
O final do livro revela-nos talvez uma faceta de José Saramago, a sua religiosidade e a sua busca incessante por Deus, Deus esse que, provavelmente, ele nunca conseguiu encontr.
A discussão sem fim entre Cain e Deus, fruto da inimizade entre ambos, representa, a meu ver, o desentendimento eterno, o afastamento, o desentendimento que sempre existiu entre Deus e os homens, ao ponto de haver entre ambos objectivos diferentes para o mundo. José Saramago intitulava-se ateu, mas ele procurava Deus, o seu Deus, a sua dimensão divina, talvez não fosse exactamente a imagem de Deus bíblico ou aquele que as diferentes igrejas os sempre nos quiseram dar.
é um livro que aconselho a qualquer pessoa. Devemos semre ler com espírito crítico, até porque se trata de literatura, aliás nem achei nada de perverso no livro, apenas uma interpretação e uma criação literária. Boas leituras.
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